Disputa pelo governo do Distrito Federal em 2026 expõe embates políticos entre ex-presidentes, governistas e opositores

Com Ibaneis Rocha impedido de concorrer, o governo do Distrito Federal vira campo de batalha entre Celina Leão, José Roberto Arruda e Ricardo Cappelli, em eleição marcada por embates políticos e tentativa de retomar o Palácio do Buriti.
O Distrito Federal entra em 2026 em uma eleição acirrada pela sucessão no Palácio do Buriti, já que o atual governador Ibaneis Rocha (MDB) está impedido de concorrer ao terceiro mandato consecutivo. A disputa reúne forças que prometem embates intensos, com dez chapas já registradas oficialmente. Celina Leão, que assumiu o governo após a renúncia de Ibaneis para concorrer ao Senado, é a postulante governista pelo PP, buscando manter o controle da cadeira. Com histórico político consolidado, Leão também enfrentou afastamento determinado pelo ministro Alexandre de Moraes em 2023, episódio que reforça o clima de tensão local. Já José Roberto Arruda, ex-governador e ex-senador manchado pelo escândalo do Mensalão do DEM que o levou ao impeachment e prisão em 2010, atrela sua candidatura pelo PSD à tentativa de recuperar o poder e desafiar o grupo governista. Ricardo Cappelli, do PSB, com passagem pela pasta da Justiça e atuação na intervenção federal após os atos de 8 de janeiro de 2023, surge como nome de experiência e articulação política para desequilibrar a disputa. Leandro Grass, do PT, figura da oposição com trajetória no Legislativo local, também se destaca na corrida. Paula Belmonte (PSDB), Kiko Caputo (Novo), Elisson (Agir), Expedito Mendonça (PCO), Professor Robson (PSTU) e Samara Oliveira (UP) completam o campo de candidatos, mas com menor expressão política. Essa eleição para o governo do Distrito Federal em 2026 não é apenas uma simples troca de nomes — representa um embate que pode alterar a configuração do poder na capital e refletir disputas maiores entre correntes políticas locais e nacionais. No centro dessa batalha, o Palácio do Buriti se transforma no símbolo de um jogo de forças onde passado, escândalos e novas lideranças se confrontam em busca do controle do executivo distrital.









