Progressistas Almeja Indicar Vice na Chapa de Damião ao Governo de Roraima, Acordo Estratégico em Jogo

O Progressistas (PP) intensifica as negociações para indicar o candidato a vice-governador na chapa liderada por Edilson Damião (Republicanos) para o governo de Roraima. A informação foi confirmada pelo senador Dr. Hiran Gonçalves (Progressistas), coordenador da federação União Progressista, durante entrevista à rádio Folha FM 100.3. A articulação é vista como crucial para a aliança, considerando a força do partido no estado, que conta com a maioria dos prefeitos, diversos deputados e o apoio do governador Antonio Denarium.

Dr. Hiran enfatizou que a indicação do vice foi uma das condições primordiais para a formalização da aliança. O senador, contudo, não descarta a possibilidade de disputar o governo estadual em 2026, dependendo do cenário político e do apoio popular. “Ninguém se candidata ao cargo que quer, e sim, ao que o grupo define”, ponderou, sinalizando que a decisão será tomada em conjunto com as forças políticas.

Enquanto isso, no União Brasil, o deputado federal Pastor Diniz se prepara para assumir a presidência estadual do partido, substituindo Antônio Carlos Nicoletti. Diniz reconheceu a boa relação com Dr. Hiran, mas admitiu que divergências partidárias podem surgir, especialmente na composição de futuras chapas majoritárias. A federação União Progressista enfrenta um potencial impasse devido ao apoio divergente de seus membros: Hiran alinhado ao governador Denarium, e Diniz ao grupo do prefeito Arthur Henrique, adversário político do governo.

A complexidade do cenário político local se intensifica com a iminente análise do julgamento de Denarium e Damião pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão do TSE poderá influenciar as alianças e candidaturas para 2026, exigindo cautela e diálogo entre os partidos. “Tudo há de ser resolvido na base de muita conversa”, afirmou o deputado Pastor Diniz, ressaltando a importância do diálogo para superar os desafios.

Em outras notícias, o especialista em relações internacionais Haroldo Amoras avalia como improvável uma intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, considerando o movimento de tropas mais como uma estratégia de pressão política. Por fim, o polêmico projeto de lei que prevê folgas remuneradas para secretários do governo de Roraima foi temporariamente suspenso para maior discussão, refletindo a sensibilidade do tema e a necessidade de aprofundamento do debate público.

Fonte: http://www.folhabv.com.br