Setores industrial e de serviços recuam; agropecuária é o único a avançar

O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), prévia do PIB, recuou 0,6% em junho, apontando desaceleração da economia brasileira e queda nos setores industrial e de serviços.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado prévia do Produto Interno Bruto (PIB), mostrou queda de 0,6% em junho na comparação com maio, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira (17/8). A retração no indicador reflete uma desaceleração preocupante no ritmo econômico brasileiro, com impacto direto nos setores produtivos.nnEnquanto a agropecuária avançou 1%, sustentando o único ponto positivo no mês, a indústria sofreu uma forte queda de 1,4%, e os serviços recuaram 0,5%. Esse desequilíbrio revela a vulnerabilidade da economia diante do atual cenário de juros elevados e inflação persistente, que seguem corroendo o desempenho dos principais motores econômicos.nnNo acumulado do trimestre, o avanço foi apenas de 0,2%, o pior resultado desde o terceiro trimestre de 2025, quando o PIB recuou 0,5%. O ritmo desacelerado sinaliza desgaste e falta de tração econômica, contrariando a expectativa de recuperação mais robusta.nnA comparação anual mostra elevação de 2,8% em junho sobre o mesmo mês do ano anterior, mas essa alta não é suficiente para compensar a queda recente e o arrefecimento da atividade no curto prazo. Em 12 meses, o indicador subiu 1,5%, mesmo percentual registrado no acumulado do ano, indicando estagnação disfarçada de crescimento.nnAs projeções para 2026 apresentam variações, com o governo federal mantendo uma estimativa otimista de crescimento de 2,3%, igual ao do ano anterior, enquanto o mercado financeiro ajusta sua expectativa para um avanço menor, de 1,98%. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Banco Central estimam crescimentos próximos a 1,6% e 2%, respectivamente, refletindo incertezas e a pressão dos juros altos sobre a economia.nnA prévia do PIB reforça os sinais claros de desaceleração e coloca sob maior escrutínio a política econômica atual, que enfrenta o desafio de estimular o crescimento sem abrir mão do controle da inflação. O cenário aponta para um ambiente econômico combativo, onde o governo precisará ajustar a estratégia para evitar que a estagnação se transforme em recessão.









