Senador do PL acusa esquerda de orquestrar ataques e reforça segurança com colete à prova de balas

Flávio Bolsonaro afirma ter sofrido mais de 1,8 mil ameaças de morte após propor classificar organizações criminosas como terroristas. A campanha do senador reforça a segurança e aponta a esquerda como responsável pelas intimidações.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) revelou em transmissão ao vivo ter sido alvo de mais de 1.800 ameaças de morte desde que anunciou a intenção de classificar facções criminosas como PCC, CV e milícias como organizações terroristas. O dado expõe um clima de crescente tensão política às vésperas da campanha presidencial de 2026.
A equipe do senador detalhou que 30 dessas ameaças estão sob investigação da Polícia do Senado Federal, responsável pela segurança de Flávio em Brasília e em viagens. Recentemente, um suspeito de planejar um ataque contra o político em Juiz de Fora foi detido, segundo a campanha.
Apesar da gravidade, Flávio dispensou a escolta da Polícia Federal, alegando suspeitas de infiltração na corporação, que atualmente está sob comando indicado pelo PT. Em resposta, a segurança foi reforçada com triplo efetivo policial e o uso contínuo de colete à prova de balas pelo candidato durante eventos públicos.
A narrativa de risco para Flávio Bolsonaro ganhou força após sua viagem à Casa Branca, onde defendeu a classificação de organizações criminosas como narcoterroristas, e após declarações do presidente Lula que teriam sido interpretadas como incitação à violência contra opositores. A campanha acionou o STF para denunciar essas acusações de ameaça e incitação.
Aliados do senador atribuem as ameaças à chamada “esquerda radical”, criticando a postura agressiva que, segundo eles, contraria a defesa da democracia alegada por esse grupo. O irmão de Flávio, Eduardo Bolsonaro, reforçou a hipótese de atentado motivado por interesses eleitorais da oposição.
Não há, contudo, evidências públicas concretas de uma articulação organizada para ataques contra Flávio Bolsonaro, apesar de episódios isolados de violência política em anos anteriores. Mesmo assim, aliados seguem mantendo comunicação voltada para o receio de atentados, o que imprime um tom de conflito exacerbado à disputa eleitoral.
Segurança reforçada e clima de guerra
A campanha do senador adotou medidas excepcionais para garantir a integridade do candidato, incluindo o aumento do efetivo policial e o uso constante de colete balístico. Flávio tem evitado contato próximo com o público para minimizar riscos, em contraste com seu estilo político anterior.
Acusações à oposição e reação institucional
A tática do senador e seus aliados foca em responsabilizar a esquerda por supostas ameaças e incitações à violência, colocando a oposição em posição desconfortável e pressionando por respostas do STF e demais órgãos de segurança.
Contexto e impacto político
O episódio reforça o clima polarizado que domina o cenário eleitoral brasileiro, evidenciando os riscos de radicalização e a fragilidade do ambiente político. A estratégia de Flávio Bolsonaro busca montar uma narrativa de vítima e resistência, ampliando sua base eleitoral ao apelar para a segurança e o enfrentamento político.









