Três estratégias, três currículos e um jogo que pode definir o futuro político do Paraná

A corrida ao Governo do Paraná revela um confronto de estratégias políticas encabeçadas por três marqueteiros com perfis e trajetórias diametralmente diferentes, refletindo forças e fragilidades de seus candidatos.
Marqueteiros: o poder por trás da disputa pelo Governo do Paraná
A eleição para o Governo do Paraná de 2026 não é só uma batalha entre candidatos, mas também entre os marqueteiros que definem suas estratégias de comunicação. Jorge Gerez, Oliveiros Marques e Marcelo Cattani comandam as campanhas dos principais postulantes, revelando um abismo de experiência, formação e influência que pode impactar o resultado final.
Jorge Gerez: currículo internacional e vitórias comprovadas
Responsável pela comunicação de Sandro Alex, Gerez é um publicitário argentino com sólida formação acadêmica internacional, incluindo especializações na Espanha e atuação como professor. Seu histórico inclui campanhas presidenciais no México e duas eleições vitoriosas de Ratinho Junior no Paraná, consolidando-o como um dos estrategistas mais respeitados da América Latina. Premiado em diversos concursos internacionais, Gerez traz uma bagagem que ultrapassa fronteiras, reforçando o projeto político de seu candidato com expertise e reconhecimento global.
Oliveiros Marques: formação sólida e experiência nacional
Oliveiros Marques, marqueteiro de Requião Filho, soma formação em Sociologia pela UnB, disciplinas de mestrado em Sociologia Política e especialização em Marketing pela FGV. Com mais de 18 anos de atuação no Congresso Nacional e campanhas eleitorais variadas, Marques traz ainda a experiência internacional de participação na campanha presidencial de Evo Morales na Bolívia. Seu perfil combina análise política aprofundada com vivência prática, fortalecendo a comunicação de seu candidato com um olhar estratégico e fundamentado.
Marcelo Cattani: trajetória regional com passivo controverso
Marcelo Cattani, encarregado da comunicação de Sergio Moro, apresenta currículo acadêmico mais restrito, formado em Comunicação Social pela PUCPR e com especialização em Marketing de Serviços. Sua carreira se concentrou historicamente no Paraná, especialmente durante a gestão de Beto Richa, ocupando cargos públicos relevantes. No entanto, sua imagem foi fragilizada pela Operação Claquete, que investigou supostas fraudes e corrupção em campanhas eleitorais, incluindo buscas em sua residência. Essa sombra pode dificultar a obtenção de confiança do eleitor e limitar o alcance de sua estratégia.
O peso das estratégias e seus impactos políticos
A comparação entre os três marqueteiros expõe diferenças que vão além de currículos. Gerez e Marques exibem bagagens robustas, internacionais e acadêmicas, enquanto Cattani permanece restrito a um território político local e marcado por investigações que comprometem sua reputação. Essa disparidade pode refletir no desempenho das campanhas e, consequentemente, no futuro político do Paraná.
Eleição em 2026 testará a eficácia das estratégias
A corrida eleitoral mostrará se a experiência internacional e a formação acadêmica superior dos marqueteiros de Sandro Alex e Requião Filho superarão a trajetória mais modesta e controversa de Cattani, que defende Sergio Moro. O eleitor paranaense acompanhará não apenas os candidatos, mas as estratégias e discursos que emergem dessas equipes, definindo quem sairá vitorioso nessa disputa marcada por contrastes e desafios regionais e nacionais.
Fonte: angelorigon.com.br









