Com liminar, candidato do PRTB assume vaga de Leonardo Avalanche em reviravolta nas eleições 2026

Mesmo inelegível até 2032, Pablo Marçal confirmou registro de candidatura à Presidência pelo PRTB em manobra judicial que desafia decisão do TRE-SP.
Pablo Marçal protagoniza mais um capítulo controverso na corrida eleitoral de 2026. Apesar de estar formalmente inelegível até 2032 por decisão unânime do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), Marçal confirmou neste sábado (15/8) o registro de sua candidatura à Presidência da República no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A manobra foi possível graças a uma liminar concedida pela Justiça Eleitoral que autorizou sua filiação provisória ao Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB).nnO encontro decisivo ocorreu em Brasília, sob comando do presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, que renunciou à própria candidatura para dar lugar a Marçal como cabeça da chapa. A mudança foi aprovada por unanimidade pela Comissão Executiva Nacional do partido, que ainda indicou Avalanche como possível candidato a vice-presidente.nnA controvérsia gira em torno da inelegibilidade que pesa sobre Marçal, imposta por oito anos em decorrência do uso indevido das redes sociais durante a campanha para a Prefeitura de São Paulo em 2024. Segundo a Justiça Eleitoral, o candidato promoveu campeonatos para incentivar a produção e divulgação de vídeos de sua campanha, prática considerada irregular. Além disso, Marçal foi multado em R$ 420 mil por descumprimento de ordem judicial e já acumula três condenações eleitorais relacionadas à disputa municipal.nnA liminar que permitiu a filiação e o registro retroativo da candidatura de Marçal traz à tona um ponto sensível da legislação eleitoral: a necessidade de filiação partidária com pelo menos seis meses de antecedência da eleição, prazo encerrado em 4 de abril. Marçal e sua defesa alegam que, embora a filiação tenha sido aprovada nesta data, o registro não foi realizado a tempo no sistema da Justiça Eleitoral devido a disputas internas no PRTB.nnEnquanto a decisão ainda pode ser revista pelo TSE, a entrada de Marçal na corrida presidencial expõe fragilidades e tensões dentro do sistema eleitoral e partidário brasileiro. A candidatura desafia a rigidez das regras eleitorais e coloca o tribunal e o PRTB sob forte pressão política e jurídica, com impactos evidentes para a credibilidade das próximas eleições.









