Acidente na BR-116 deixa vítima fatal; suspeito solto mesmo após flagrante de embriaguez e direção ilegal

Sabrina Maiara Castilho dos Santos, 21 anos, morreu após ser atropelada por motorista sem CNH e alcoolizado na BR-116, em Mandirituba. Condutor foi preso em flagrante, mas liberado horas depois pela autoridade policial.
Sabrina Maiara Castilho dos Santos, 21 anos, não resistiu aos graves ferimentos causados por um atropelamento brutal na BR-116, em Mandirituba, e morreu após uma semana internada em coma induzido. O acidente, ocorrido no dia 8 de agosto, expõe a leniência do sistema de segurança e justiça no Paraná.
O motorista responsável, um homem de 39 anos, conduzia o veículo sem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) e sob efeito de álcool – o teste do bafômetro indicou 0,29 mg/L após descontos legais, ainda acima do permitido. No km 141 da rodovia, ele perdeu o controle do carro, invadiu a pista contrária, e atropelou três pedestres que caminhavam pelo acostamento, incluindo Sabrina, que ficou presa sob o veículo após o capotamento.
As vítimas sofreram múltiplas lesões graves. Sabrina teve fraturas na testa, olho, nariz e pernas, conforme seu pai relatou. Internada no Hospital do Trabalhador e em coma, sua luta terminou tragicamente.
Apesar da prisão em flagrante pelo crime de lesão corporal culposa, pela direção sem habilitação e embriaguez ao volante, o motorista foi solto poucas horas depois. A autoridade policial de plantão decidiu não manter a prisão, alegando ausência de flagrante, decisão que gera perplexidade diante da gravidade do crime e do histórico flagrante.
Essa soltura reluz a fragilidade do aparato policial e judicial diante de delitos que envolvem irresponsabilidade no trânsito e que custam vidas. Familiares e amigos lamentam a perda da jovem, destacando sua força e a brutalidade de um acidente que poderia ter sido evitado com fiscalização rigorosa e punições exemplares.
Motorista impune, vítimas vulneráveis
A liberação do suspeito, mesmo com evidências claras, expõe as inconsistências no sistema que deveriam coibir condutas perigosas. Enquanto isso, a sociedade sofre o preço da negligência estatal e da permissividade com infratores do trânsito.
Este caso acende um alerta: políticas mais duras e efetivas são urgentes para evitar que tragédias como a de Sabrina se repitam, resgatando a ordem e a segurança nas rodovias paranaenses.
Fonte: bandab.com.br









