Após meses de resistência interna, partido confirma candidatura que muda a dinâmica eleitoral no estado

Republicanos encerra impasse e registra oficialmente Cleitinho Azevedo ao governo de Minas. Partido mantém apoio a Marcelo Aro para o Senado.
O Republicanos finalmente oficializou nesta sexta-feira (14) a candidatura do senador Cleitinho Azevedo ao governo de Minas Gerais, pondo fim a semanas de resistência e dúvidas internas que emperravam a disputa. A decisão vem após longa negociação entre o próprio Cleitinho e o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, que inicialmente resistiu à ideia de lançar o senador ao Palácio Tiradentes.
A chapa governista terá como vice Luiz Eduardo Falcão, ex-prefeito de Patos de Minas e ex-presidente da Associação Mineira de Municípios, já cotado como favorito para a vaga.
Com o nome de Cleitinho confirmado, o Republicanos redesenha sua estratégia eleitoral na corrida mineira. Para o Senado, a legenda, que chegou a avaliar lançar seus próprios nomes — como o deputado federal Euclydes Pettersen e o ex-prefeito de Divinópolis Gleidson Azevedo — decidiu apoiar o candidato Marcelo Aro (PP), numa jogada para consolidar alianças e evitar dispersão de votos.
Essa virada oficializa um cenário que, até poucos dias atrás, parecia incerto dentro do partido, expondo as tensões entre líderes locais e a direção nacional. A confirmação da candidatura de Cleitinho promete agitar o tabuleiro político mineiro, forçando adversários a recalcularem suas estratégias diante da entrada de um nome com forte apelo regional e base consolidada.
Desdobramentos e política interna
A hesitação do Republicanos em lançar Cleitinho revela a complexidade das articulações políticas dentro da legenda, que equilibra interesses regionais e nacionais. A definição da candidatura indica uma vitória do senador sobre resistências internas, ampliando sua projeção política para 2026.
Além disso, a escolha de Luiz Eduardo Falcão para vice reforça a estratégia de agregar apoio municipalista e experiência administrativa à chapa, ampliando o alcance eleitoral do Republicanos em Minas Gerais.
O partido ainda terá de lidar com as consequências dessa decisão na costura das alianças eleitorais para o governo e o Senado, cenário que deve se intensificar nas próximas semanas à medida que as campanhas se aproximam.









