Parlamento aprova endurecimento da lei penal com apoio até da oposição a menos de um mês das eleições

Parlamento sueco aprova a redução da maioridade penal para 14 anos em votação que expõe pressão por lei mais rígida contra a criminalidade em meio a eleições nacionais.
O Parlamento da Suécia aprovou no dia 13 de agosto de 2026 a redução da maioridade penal de 15 para 14 anos, numa votação expressiva de 281 votos a favor contra 66 contrários. A decisão ocorre em um cenário de pressão crescente por políticas mais rigorosas de combate à criminalidade, e a menos de um mês das eleições gerais, programadas para 13 de setembro.
O que chama atenção é o apoio da oposição social-democrata, principal grupo contra o governo do primeiro-ministro Ulf Kristersson, líder de uma coalizão de centro-direita. A proposta, que inicialmente buscava fixar a maioridade penal em 13 anos, acabou recuando para 14 para garantir maioria no Parlamento.
Essa movimentação legislativa reforça a bandeira central do atual governo: segurança pública e combate ao crime. A nova legislação entrará em vigor já no dia 10 de setembro, apenas três dias antes da votação nacional, mostrando que o tema será peça chave na disputa eleitoral.
Segundo pesquisa recente da Demoskop, publicada pelo Svenska Dagbladet, a oposição ainda mantém vantagem leve sobre os partidos conservadores e de centro-direita, mas a diferença tem diminuído com o avanço da agenda de segurança do governo.
Votos e bastidores
- Redução aprovada com 281 votos favoráveis e 66 contrários
- Apoio inédito da oposição social-democrata para endurecer a lei
- Governo recuou de 13 para 14 anos para garantir aprovação
Contexto eleitoral acirrado
- Eleições gerais em 13 de setembro definem futuro do governo Kristersson
- Segurança pública é tema central na reta final da campanha
A decisão expõe a tensão entre políticas de segurança pública e a pressão popular por respostas firmes contra a criminalidade, especialmente em um país que enfrenta desafios crescentes nesse cenário. A movimentação política mostra como o debate sobre a maioridade penal virou um instrumento estratégico no jogo eleitoral sueco.









