Senador cede após meses de impasse e agenda prioritária do governo avança no Senado

Após meses emperrados, presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anuncia despacho da PEC que acaba com a escala 6×1 e agendas de segurança, após nova reunião com Lula no Palácio do Alvorada.
Após meses de bloqueio e desgaste político, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), finalmente cedeu à pressão do Planalto e anunciou o despacho da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala 6×1 no serviço público, além da PEC da Segurança e projetos sobre minerais críticos. A decisão acontece após um novo encontro no Palácio do Alvorada com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem buscado destravar pautas essenciais para seu governo.
Alcolumbre e o jogo de poder no Senado
O cenário até aqui mostrava o senador amapaense adotando postura de resistência, alegando que o Senado não pode ser uma ‘casa carimbadora’ das propostas enviadas pela Câmara dos Deputados. Essa postura emperrou a tramitação de matérias prioritárias, que ficaram paradas desde maio, aumentando a tensão política e a percepção de desgaste do governo no Congresso.
Pautas destravadas e tramitação rigorosa
Com o despacho anunciado, as propostas agora terão rito ordinário de tramitação: passarão pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e depois para o plenário, onde serão discutidas em cinco sessões antes da votação em dois turnos. O presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), terá papel central na definição da relatoria e ritmo da tramitação.
Impacto político e estratégico
A liberação da PEC do fim da escala 6×1, que reduz a jornada de 44 para 40 horas semanais com transição em 14 meses, e da PEC da Segurança, além dos projetos sobre minerais críticos, representa um movimento político de aparente trégua entre o Senado e o Executivo, mas também o reconhecimento de que o impasse vinha causando desgaste para ambas as partes. A articulação entre Lula e Alcolumbre indica que o Planalto aposta em negociações para garantir avanços legislativos em um Congresso cada vez mais fragmentado e exigente.
Em meio a esse ajuste de forças, a atenção se volta para a CCJ e o plenário do Senado, onde a tramitação dessas propostas promete ser palco de debates intensos, diante do cenário político e das pressões de diferentes grupos no Parlamento.









