Decisão do MPPR e 7ª Vara Criminal retira parlamentar do cargo por 90 dias e impõe restrições

A Justiça determina afastamento cautelar de 90 dias do vereador Lórens Nogueira após denúncia do MPPR por cobrança ilegal de repasse a assessora.
A Justiça de Curitiba aplicou nesta quinta-feira (13) uma medida dura contra o vereador Lórens Nogueira (PP), afastando-o cautelarmente do cargo por 90 dias após pedido do Ministério Público do Paraná (MPPR) no contexto de uma investigação criminal por rachadinha. A decisão da 7ª Vara Criminal não apenas retira o parlamentar do mandato temporariamente, mas também o impede de manter qualquer contato, direto ou indireto, com pessoas envolvidas no caso e de frequentar as dependências da Câmara Municipal.
A denúncia feita pelo Gaeco do MPPR, em junho, acusa Lórens de exigir mensalmente R$ 5 mil de sua assessora comissionada entre novembro de 2025 e abril de 2026, sob ameaça de demissão. O crime atribuído é concussão, previsto no artigo 316 do Código Penal, que prevê de dois a 12 anos de prisão mais multa, sendo que o MP sustenta que as cinco ocorrências configuram concurso material, o que pode aumentar as penas.
Além da ação criminal, o MPPR pleiteia a perda definitiva do cargo público do vereador e indenizações de pelo menos R$ 25 mil para a vítima e R$ 50 mil por danos morais coletivos. Apesar do afastamento, o processo não é condenatório e ainda aguarda julgamento.
No mesmo dia, a Comissão Processante da Câmara Municipal de Curitiba aprovou unanimemente relatório recomendando a cassação do mandato de Lórens, que agora cabe ao plenário decidir, enquanto o processo judicial segue independente.
Afastamento e suas consequências
O afastamento do vereador é uma resposta firme da Justiça ao pedido do Ministério Público, evidenciando o peso das suspeitas e a gravidade do caso. O impedimento de contato com investigados e a proibição de frequentar a Câmara buscam preservar a integridade das apurações.
Denúncia grave e contexto político
A acusação de rachadinha — prática que mina a confiança no serviço público e alimenta o desgaste político — atinge diretamente a imagem da Câmara e reforça o debate sobre ética na política local. A Comissão Processante segue com sua agenda para avaliar a cassação, mostrando que a pressão institucional cresce enquanto o Judiciário avança no caso.
Fonte: xvcuritiba.com.br








