Via Araucária rebate e atribui decisão à Polícia Rodoviária Federal, mostrando desconexão do senador com operação

Senador Sergio Moro tentou ditar horário para remoção de carreta tombada na BR-277, mas concessionária Via Araucária respondeu que operações são definidas pela PRF, expondo falta de alinhamento político e técnico do parlamentar.
O senador Sergio Moro (PL) se expôs ao erro ao sugerir publicamente que a concessionária Via Araucária deveria escolher um “horário” mais adequado para retirar carretas tombadas na BR-277, na altura da praça de pedágio de São Luiz do Purunã, no Paraná. Sua tentativa de ditar condutas em operações complexas foi prontamente desmentida pela própria empresa, que esclareceu que todo o procedimento é definido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), autoridade competente e responsável pela segurança viária.
Operação complexa e segurança acima de tudo
A BR-277 precisou ser interditada para a operação de destombamento e remoção do veículo pesado que permanecia no local de acidente anterior. Trata-se de um trabalho de alta complexidade que exige a interdição total da pista para garantir a segurança dos envolvidos e dos usuários da rodovia. A concessionária mobilizou equipes e equipamentos, além de contar com apoio de caminhões munck particulares para dar agilidade ao processo, que durou aproximadamente 1h30.
Concessionária reafirma papel da PRF
Em nota oficial, a Via Araucária deixou claro que o dia e o horário para a realização desse tipo de operação são deliberados pela PRF, que avalia todas as condições necessárias para a segurança do tráfego e das equipes no local. Qualquer intervenção que exija bloqueio da pista só ocorre com a anuência do órgão federal, demonstrando o rigor dos protocolos adotados e a distância das sugestões simplistas feitas pelo senador.
Desconexão política e técnica
A declaração pública de Moro, além de desconsiderar o papel da PRF, expõe uma tentativa de interferência política em um processo técnico e operacional. A sugestão de “escolher horário” ignorou as normas e a complexidade envolvidas, gerando uma resposta firme da concessionária para corrigir a narrativa imprecisa.
Este episódio revela a necessidade de políticos compreenderem o funcionamento das instituições e respeitarem os procedimentos técnicos, evitando declarações que possam causar mal-entendidos ou desinformação sobre operações essenciais à segurança viária no Paraná.









