Receita Federal apreende ampolas de tirzepatida escondidas em frascos e fundo falso de calçado em operação na fronteira

Em Foz do Iguaçu, Receita Federal apreende remédios para emagrecer disfarçados em frascos de creme e em fundo falso de tênis, evidenciando esquema criativo de contrabando na fronteira.
A fronteira de Foz do Iguaçu voltou a ser palco de um flagrante que revela a criatividade dos contrabandistas e a persistência das autoridades para barrar a entrada ilegal de produtos proibidos. Na manhã desta quinta-feira (13), agentes da Receita Federal encontraram uma remessa de medicamentos para emagrecimento escondidos em artifícios inusitados.
Em uma das fiscalizações, caixas de cremes hidratantes foram abertas e, no lugar da loção, cerca de 20 ampolas estavam acondicionadas clandestinamente, sem qualquer declaração fiscal que autorizasse a importação. A ação demonstra o descaso com as normas e a tentativa clara de burlar a fiscalização.
Mais surpreendente ainda foi a apreensão em um ônibus de turismo com destino a Florianópolis (SC). Fiscalizando os passageiros, os agentes detectaram um tênis com uma sola extra, diferente do modelo original. Ao abrir o calçado, descobriram um fundo falso recheado com aproximadamente 67 ampolas de tirzepatida, um medicamento para emagrecimento proibido pela Anvisa por não ter registro e comprovação de segurança, eficácia ou qualidade para uso no Brasil.
Contrabando reforça riscos à saúde pública e pressiona fiscalização na fronteira
A tirzepatida, apesar de popular no mercado internacional, está vetada no Brasil, mas segue entrando clandestinamente, expondo consumidores a riscos desconhecidos e às consequências legais do tráfico de substâncias não autorizadas. A apreensão em Foz do Iguaçu expõe também as falhas e desafios das barreiras sanitárias e aduaneiras brasileiras, que precisam se adaptar à astúcia dos contrabandistas.
Todo o material apreendido foi recolhido pela Receita Federal para os procedimentos legais. A operação evidencia a necessidade urgente de reforço na fiscalização de fronteira e maior conscientização pública sobre os perigos dos remédios ilegais.
Enquanto isso, a Anvisa mantém sua posição firme contra a entrada, comercialização e uso desses produtos no país, alertando para os riscos envolvidos, especialmente em um mercado paralelo que cresce com artifícios cada vez mais criativos para driblar a lei.
Fonte: bandab.com.br









