Karoline Leavitt sai em meio a crises e desgaste político, deixando Trump vulnerável

Karoline Leavitt, porta-voz combativa de Trump, deixa a Casa Branca em meio a turbulências políticas e queda na popularidade do presidente.
Karoline Leavitt, a jovem e agressiva secretária de Imprensa da Casa Branca, anunciou sua saída do cargo ainda este mês, enfraquecendo o aparato de comunicação do presidente Donald Trump a menos de três meses das eleições de meio de mandato. A decisão foi comunicada pelo próprio Trump em suas redes sociais, que justificou a saída como uma escolha pessoal de Leavitt para dedicar mais tempo à família, prometendo ainda contar com ela como uma conselheira externa de alta confiança.
Leavitt, que retornou ao cargo em 2025 após seu segundo filho nascer, se destacou por um estilo combativo e leal, atacando frequentemente a imprensa que critica o presidente. Sua saída acontece em um momento de crise para Trump, que enfrenta dificuldades para desenhar uma estratégia para o conflito no Irã e lida com uma economia em desequilíbrio, fatores que derrubaram seu índice de aprovação e colocam em risco o controle republicano do Congresso.
O baque na comunicação presidencial ocorre também no rastro de polêmicas recentes, como a revelação de que Trump foi transportado em segredo em uma aeronave diferente do Air Force One durante viagem à Turquia, episódio envolto em mistério e silêncio oficial. A Casa Branca ainda não anunciou quem será o substituto de Leavitt, aumentando a sensação de desorganização e desgaste interno.
Durante sua licença-maternidade em maio, a Casa Branca reduziu o número de coletivas e não nomeou porta-voz interina, optando por briefings com outros altos funcionários, como o vice-presidente JD Vance e o secretário de Estado Marco Rubio. Essa decisão já indicava um esvaziamento do papel da secretária de Imprensa, que agora se confirma com sua saída definitiva.
Karoline Leavitt, aos 28 anos, foi a pessoa mais jovem a ocupar o posto desde que assumiu em sua primeira passagem, e atuou como porta-voz júnior no primeiro mandato de Trump, além de ser uma figura central na campanha presidencial de 2024. A queda dela reflete um cenário turbulento para o governo Trump, que precisa urgentemente recompor sua estratégia política para não perder terreno nas urnas.









