Ex-presidente americano expõe estratégia agressiva de pressão econômica e não descarta ataques militares contra Teerã

Donald Trump reivindica papel de 'banqueiro' do Irã ao controlar fundos e defende uso da economia como arma em conflito multilayer, enquanto nega escassez de munição dos EUA e critica gestão Biden.
Na entrevista concedida ao comentarista conservador Wayne Allyn Root, na rede Real America’s Voice, Donald Trump expôs sua visão de guerra econômica contra o Irã, descrevendo-se como o “banqueiro” do regime de Teerã. Segundo o ex-presidente, os Estados Unidos controlam fundos significativos do Irã, intensificando a pressão econômica que tem causado inflação de 300%, desvalorização da moeda local e atraso no pagamento dos soldados iranianos. Isso, para Trump, cria uma crise insustentável para o governo iraniano.
Estratégia econômica como arma
Trump admitiu que não revela todas as suas estratégias, mas destacou que a pressão financeira é uma das frentes em paralelo a negociações e eventuais ações militares. Apesar de não descartar ataques “muito fortes”, ele afirmou preferir conduzir o conflito de forma “fácil, agradável e relaxada”, apostando na eficácia das sanções e do controle econômico.
Crise de estoques e críticas a Biden
Quanto aos estoques militares americanos, Trump rejeitou relatos de escassez, culpando Joe Biden por supostamente ter reduzido os arsenais ao enviar armas para a Ucrânia. Segundo ele, a reposição desses estoques está sendo feita em ritmo recorde. Além disso, criticou a gestão Biden por utilizar as Reservas Estratégicas de Petróleo (SPR) em níveis historicamente baixos para fins eleitorais, defendendo o uso desses estoques apenas em situações de guerra.
Confronto e lobby israelense
Em comentário polêmico, Trump mencionou a influência do lobby israelense em Washington, afirmando que perdeu força principalmente entre os democratas, chegando a compará-lo com interesses palestinos, numa declaração que pode gerar controvérsia e alimentar debates sobre as relações internacionais dos EUA na região.
O posicionamento do ex-presidente revela um tom firme e agressivo em relação ao Irã, enquanto critica abertamente a gestão atual e expõe contradições sobre a capacidade bélica americana, sinalizando um jogo político que mistura estratégias econômicas e militares na arena internacional.









