Expectativa de inflação para 2026 recua a 5,02%, mas Selic segue em 13,75%, sinalizando cautela do BC diante da economia ainda frágil

Mercado revisa para baixo expectativa de inflação para 2026, que cai para 5,02%, mas Banco Central mantém Selic alta em 13,75% para tentar conter riscos econômicos.
Mercado revisa inflação para baixo, mas juros seguem altos
Pela sexta semana seguida, o mercado financeiro revisou para baixo a expectativa de inflação oficial (IPCA) para 2026, que caiu para 5,02%, conforme o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (10). Uma queda discreta diante de projeções anteriores, mas que ainda mantém a inflação em patamar acima do centro da meta.
Selic permanece elevada em meio a sinais mistos da economia
Apesar do recuo na inflação prevista, a Selic, taxa básica de juros, está projetada para encerrar 2026 em 13,75%, mesma expectativa da semana anterior. O Banco Central mantém os juros altos para conter riscos inflacionários e segurar a atividade econômica, mesmo após quatro cortes consecutivos recentes que baixaram a Selic de 14,25% para 14% ao ano.
Crescimento econômico desacelera e câmbio se mantém estável
A previsão de crescimento do PIB em 2026 foi ajustada para 1,98%, ligeiramente abaixo do previsto nas semanas anteriores. O câmbio permanece estável, com o dólar cotado a R$ 5,20, refletindo a cautela dos investidores diante dos conflitos no Oriente Médio e da política monetária das economias avançadas.
BC reforça estratégia pragmática diante de cenário incerto
O Comitê de Política Monetária (Copom) reafirmou a necessidade de cautela devido às incertezas externas e à desaceleração gradual da economia doméstica, ainda que o mercado de trabalho permaneça aquecido. O Banco Central reconhece que a inflação perdeu força, mas segue acima do limite superior da meta, o que justifica a manutenção de juros elevados para preservar a estabilidade de preços e conter possíveis pressões inflacionárias.









