Pontífice denuncia mortes civis e exige respeito ao direito internacional humanitário

Papa Leão condena o aumento das mortes civis na guerra entre Rússia e Ucrânia e pede cessar fogo imediato, destacando o impacto devastador sobre inocentes, incluindo crianças.
O Papa Leão fez um apelo contundente neste domingo (9) para o fim imediato da guerra entre Rússia e Ucrânia, que já ceifou a vida de milhares de civis inocentes, incluindo crianças. Durante a tradicional oração do Angelus, o pontífice destacou que os “incidentes trágicos estão se multiplicando”, causando um número crescente de vítimas civis de ambos os lados do conflito.
Mortes civis sob fogo cruzado
Segundo dados da ONU, mais de 16 mil civis morreram em quase quatro anos e meio de combates, com a esmagadora maioria ucraniana. O escritório de direitos humanos da organização relatou aumento de mais de um terço nas mortes e feridos civis no primeiro semestre do ano, impulsionado por ataques com drones.
Atividades militares intensificadas
A escalada no uso de drones não é exclusiva da Rússia, já que Kiev também responde com ataques similares contra território russo. Recentemente, o porto marítimo de Odesa, na Ucrânia, foi atingido por um ataque russo, deixando feridos, enquanto um ataque ucraniano com drones matou cinco pessoas na cidade russa de Belgorod.
Apelo para cessar fogo e respeito às normas
O Papa Leão renovou seu “apelo sincero para que o direito internacional humanitário seja respeitado e para que cessem os ataques contra alvos civis de ambos os lados”, ressaltando que, apesar das repetidas negações oficiais, civis continuam sendo alvos e vítimas da violência.
A fala do pontífice surge em momento de alta tensão, com a guerra na Ucrânia mostrando poucas perspectivas de desfecho, enquanto as populações civis seguem pagando o preço mais alto nesse embate que desafia os princípios básicos do direito e da dignidade humana.








