Presidente brasileiro ironiza ex-líder americano e destaca redução de 36% no desmatamento em 12 meses

Lula ironiza Trump após dados do INPE mostrarem queda de 36% no desmatamento da Amazônia e rebate críticas dos EUA sobre política ambiental brasileira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva usou os números oficiais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) para alfinetar seu rival político Donald Trump, após divulgação de redução de 36,05% no desmatamento da Amazônia entre agosto de 2025 e julho de 2026 — uma queda equivalente a 2.874,38 km². Durante evento no INPE, Lula ironizou o ex-presidente americano: “Vou mandar uma foto para ele”, destacando que o Brasil leva a questão climática a sério e não compactua com negacionismo.
O episódio ganha contornos políticos porque o governo Trump havia usado o suposto descaso brasileiro com o meio ambiente como justificativa para impor tarifas sobre produtos brasileiros, alegando que o “alto desmatamento” dava vantagem competitiva injusta ao país. Lula rebateu essa narrativa, ressaltando que o Brasil negocia com qualquer parceiro comercial de forma igualitária, sem preferências por países ou vetos políticos, e lamentou que o Brasil seja tratado como mero exportador de riquezas naturais.
Além disso, o presidente brasileiro criticou diretamente o secretário de Estado norte-americano Marco Rubio, acusando-o de não gostar do Brasil nem da América Latina, por se identificar com o bolsonarismo e manter posturas contrárias aos interesses da região.
Lula empunha dados para confrontar narrativa externa
A declaração de Lula ao usar dados oficiais do INPE representa um contraponto direto às acusações internacionais que tentam pressionar o Brasil com base em informações, por vezes, desatualizadas ou politizadas. O resultado expressivo de queda no desmatamento mostra que o país pode sim avançar na agenda ambiental sem abrir mão de seu desenvolvimento econômico.
Desafio às tarifas e à pressão política dos EUA
O chamado “tarifaço” imposto pelo governo Trump tinha como pano de fundo uma retórica ambientalista que, segundo Lula, não se sustenta diante dos números reais. O presidente reafirmou a disposição do Brasil em negociar sem abrir mão da soberania e do valor geopolítico dos seus recursos naturais.
Bastidores e tensão nas relações diplomáticas
A crítica ao secretário Marco Rubio revela o desgaste crescente nas relações entre Brasil e Estados Unidos, especialmente com atores alinhados ao bolsonarismo, que ainda exercem influência sobre parte da política externa americana. Lula deixa claro que o Brasil busca interlocutores que respeitem sua autonomia, evitando interferências ideológicas que atrapalhem a cooperação bilateral.








