Pai e filho Buscariollo seguem desaparecidos enquanto investigação esbarra em dificuldades e silêncio

Um ano após a morte brutal de quatro cobradores em Icaraíma, os principais suspeitos continuam foragidos, deixando a segurança pública sob pressão e a investigação emperrada.
O caso Icaraíma completa um ano com um cenário preocupante: os suspeitos principais da chacina que matou quatro cobradores continuam foragidos, evidenciando a fragilidade das ações policiais e o desgaste da segurança pública estadual. Antônio Buscariollo, de 67 anos, e seu filho Paulo Ricardo Costa Buscariollo, de 23, apontados pela Polícia Civil como autores do crime, seguem desaparecidos, mesmo após centenas de diligências e até inclusão na Difusão Vermelha da Interpol.
Uma investigação emperrada e complexa
O delegado Thiago Andrade, responsável pelo caso, classificou a investigação como complexa — e com razão. O crime ocorreu em uma área rural remota de Icaraíma, sem testemunhas e sem cobertura de telefonia, o que dificultou a coleta de informações e a ação policial. A emboscada que resultou na morte dos cobradores, efetuada com armas de diversos calibres e disparos vindos de múltiplos pontos, foi planejada para dificultar qualquer avanço da justiça.
Foragidos e suspeita de fuga internacional
Apesar de denúncias sobre uma possível fuga para o Paraguai, não há confirmação do paradeiro dos Buscariollo. A ação de incluí-los na lista da Interpol indica a gravidade e a urgência do caso, mas até o momento não rendeu resultados concretos. A ausência dos suspeitos impede a identificação de eventuais outros envolvidos e o desfecho definitivo da investigação.
Cronologia que revela a frieza do crime
No dia 4 de agosto de 2025, os quatro cobradores chegaram a Icaraíma para cobrar uma dívida de R$ 255 mil. No dia seguinte, foram emboscados e executados, com os corpos ocultados em uma vala próxima ao local onde o veículo das vítimas foi enterrado em um bunker. As famílias registraram o desaparecimento, e as buscas se estenderam por semanas, envolvendo diversas forças policiais, mas sem a captura dos suspeitos ou esclarecimento completo dos fatos.
Pressão sobre as autoridades e desdobramentos
A demora na prisão dos envolvidos e a complexidade da investigação aumentam a sensação de impunidade e fragilizam a confiança na segurança pública na região. O caso, que poderia servir de exemplo para a resolução rápida de crimes violentos, se tornou um símbolo de eficiências parciais e do desafio das forças policiais em áreas rurais remotas do Paraná.
A continuidade das investigações dependerá do avanço nas pistas sobre o paradeiro dos Buscariollo, cuja captura é vista como essencial para o desvendamento total e para a justiça às vítimas e suas famílias.
Fonte: bandab.com.br








