Em missão estratégica, Márcio Elias Rosa tenta ampliar mercado indiano diante de barreiras americanas

Em meio a tarifas protecionistas dos EUA, ministro da Indústria vai à Índia para abrir novas frentes comerciais e atrair investimentos estratégicos.
Em plena escalada das tarifas protecionistas dos Estados Unidos contra produtos brasileiros, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, embarca para uma missão que revela a pressão crescente sobre o comércio nacional. De segunda a sexta-feira, ele buscará na Índia – o segundo maior mercado consumidor do mundo – ampliar o acesso das empresas brasileiras e atrair investimentos estratégicos.
Buscando Alívio nas Tarifas Externas
Com o comércio global sufocado por medidas restritivas, o governo brasileiro tenta evitar o isolamento comercial e amplia sua aposta na Índia. A corrente de comércio bilateral ultrapassou US$ 15 bilhões em 2025, mas o foco agora é expandir essa relação em setores estratégicos como energia, infraestrutura e tecnologia.
Diálogo com Gigantes Empresariais Indianas
Na agenda do ministro, reuniões estratégicas com conglomerados como Reliance Industries e Aditya Birla Group visam aproximar investimentos desses grupos de projetos brasileiros, numa tentativa clara de contrabalançar a pressão americana.
Fortalecendo Presença Brasileira no Mercado Indiano
Em Nova Delhi, representantes de empresas brasileiras como Embraer, WEG e Tramontina discutirão desafios e oportunidades, especialmente em defesa, automação e bens de consumo, com apoio da ApexBrasil e da embaixada.
BRICS e a Busca por Diversificação
Em Jaipur, Márcio Elias Rosa participará de reuniões ministeriais do BRICS para debater temas cruciais à indústria e comércio, reforçando a busca por cadeias produtivas mais resilientes e comércio multilateral baseado em regras, enquanto mantém encontros bilaterais com autoridades da Índia, China, Rússia, entre outros.
A movimentação revela o desgaste do Brasil diante do protecionismo dos EUA e o esforço diplomático para diversificar mercados e fortalecer parcerias estratégicas, evitando maiores impactos negativos na balança comercial.








