Grupo palestino exige que Israel cumpra acordo antes de entregar armas, inflamando impasse no conflito

Hamas condiciona desarmamento ao cumprimento prévio por Israel do acordo de cessar-fogo e retirada de tropas em Gaza, revelando profundo impasse no processo de paz anunciado por Trump.
A negociação do acordo de paz em Gaza, anunciado com otimismo pelo presidente americano Donald Trump, enfrenta um duro impasse. Ghazi Hamad, representante de alto escalão do Hamas, deixou claro que o grupo palestino não aceitará entregar suas armas antes que Israel cumpra integralmente o que foi acordado no ano passado em Sharm el-Sheikh. nnO acordo exige que Israel cesse seus ataques e retire suas forças das posições ocupadas em outubro anterior, além de permitir o aumento da entrada de mercadorias e ajuda humanitária ao enclave. Somente após essas medidas, o Hamas se comprometerá a armazenar suas armas sob controle do recém-criado Comitê Nacional para a Administração de Gaza (NCAG).nnEsse posicionamento revela a desconfiança histórica entre as partes, com o Hamas classificando o acordo como uma estrutura abrangente, mas não utilizando o termo desarmamento. Enquanto isso, Israel mantém que não irá recuar antes que o Hamas esteja completamente desarmado, elevando o clima de tensão.nnO anúncio de Trump, que celebrou o pacto como um marco rumo ao fim da guerra, contrasta com a realidade em Gaza, onde ataques aéreos israelenses continuam, ferindo civis e mantendo a população deslocada em estado de alerta e ceticismo.nnDentro de acampamentos de refugiados, palestinos clamam que Trump pressione Israel a cessar os ataques e concluir a retirada, denunciando a falta de avanços concretos. O cenário político em Israel também complica o processo, pois o primeiro-ministro Netanyahu enfrenta eleições e pressões de aliados de direita contrários a concessões.nnO órgão gestor do acordo em Gaza, NCAG, demonstra disposição em avançar, e a Alemanha, principal doadora, se compromete a apoiar a implementação. Porém, sem a concordância entre Hamas e Israel sobre quem deve dar o primeiro passo, a paz permanece distante, reforçando a realidade amarga do conflito e a fragilidade dos esforços internacionais.








