Movimento ligado à UP enfrenta desocupação violenta em prédio federal no Paraná

Tayna Miessa, pré-candidata ao Governo do Paraná pela Unidade Popular, justifica ocupações contra o que chama de imóveis abandonados, denunciando ação policial violenta em desocupação de prédio público.
Tayna Miessa defende ocupação como direito constitucional
A pré-candidata ao Governo do Paraná pela Unidade Popular, Tayna Miessa, se posiciona firmemente a favor das ocupações de imóveis abandonados, classificando a prática como legítima e essencial para garantir o direito à moradia a famílias que enfrentam a alta dos aluguéis. Segundo ela, essas ações respeitam o princípio da função social da propriedade, previsto na Constituição Federal, que determina que propriedades devem servir ao interesse social e não permanecer ociosas.
Movimento de Luta nos Bairros rejeita o termo “invasão”
Tayna, integrante do Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas (MLB), critica o uso do termo ‘invasão’ para denominar as ocupações. Para ela, a designação correta é ‘ocupação’, pois imóveis abandonados que não cumprem sua função social legitimam a mobilização organizada das famílias em busca de moradia digna.
Confronto com a Superintendência do Patrimônio da União
Uma das ocupações promovidas pelo MLB ocorreu em um prédio pertencente ao governo federal, administrado pela Superintendência do Patrimônio da União (SPU). Tayna relata que, apesar de negociações em andamento com a SPU, bem como com representantes estaduais e municipais, a desocupação foi feita de forma violenta e irregular. Policiais usaram armamento pesado e chegaram a apontar fuzis contra moradores, incluindo crianças e bebês, segundo seu relato.
Continuidade da luta e desafios jurídicos
Após a desocupação, as famílias permaneceram acampadas em frente à sede da SPU e posteriormente ocuparam outro imóvel, desta vez particular. Tayna confirma a existência de pedido de reintegração de posse pelo proprietário e afirma que o movimento segue em negociação, buscando garantir soluções habitacionais públicas e dignas, ressaltando que o objetivo não é fixar-se naquele imóvel específico, mas pressionar por políticas públicas eficazes.
Pressão social sobre imóveis públicos ociosos
A pré-candidata destaca que há diversos imóveis públicos federais abandonados no Paraná que poderiam ser utilizados para moradia, reforçando a crítica à ineficiência e ao descaso do poder público diante da crise habitacional. A defesa da ocupação como instrumento político e social enfatiza o desgaste das políticas tradicionais e o embate crescente entre movimentos sociais e o Estado no Paraná.
Fonte: xvcuritiba.com.br








