Apesar de desafios, capital paranaense registra tempos de ônibus 21% inferiores à média nacional e tem avanço em integração e sustentabilidade

Curitiba mantém o ritmo e aparece entre as cidades brasileiras com os menores tempos médios de deslocamento no transporte coletivo, superando a média nacional em 21%. A gestão municipal aposta em contratos, integração e sustentabilidade para avançar ainda mais.
Curitiba segue firme como uma das cidades brasileiras com os menores tempos médios de deslocamento no transporte coletivo, segundo o Estudo Nacional de Mobilidade Urbana (ENMU) do BNDES, em parceria com o Ministério das Cidades. A capital paranaense registra 49 minutos por viagem, 21% abaixo da média nacional de 62,7 minutos, mantendo vantagem importante sobre regiões metropolitanas maiores e mais congestionadas.
Sistema planeja avanço e pressiona pela eficiência
O desempenho não é obra do acaso, mas resultado do planejamento histórico do sistema de transporte local. O modelo tronco-alimentado, que conecta linhas Ligeirão, Expressas, Interbairros, Diretas, Alimentadoras, Troncais e Convencionais por meio de terminais e estações-tubo, é apontado como diferencial que potencializa a integração operacional, avaliada com nota 4 em escala até 5. A estrutura metropolitana evita redundâncias e amplia a eficiência do serviço público.
Canaletas exclusivas e pioneirismo no BRT sustentam velocidade
Com 79,57 quilômetros de canaletas exclusivas para ônibus, Curitiba garante maior velocidade e regularidade mesmo em congestionamentos. O pioneirismo na implantação do sistema Bus Rapid Transit (BRT), referência mundial, mantém a cidade no topo: 65% dos passageiros utilizam os corredores estruturais que sustentam a fluidez do transporte.
Prefeito Eduardo Pimentel mira redução de tempo e sustentabilidade
A gestão do prefeito Eduardo Pimentel não se acomoda. A meta é reduzir ainda mais o tempo dos deslocamentos, com novo contrato de concessão e ampliação da integração temporal, que permite troca de ônibus sem nova tarifa em pontos estratégicos. Sustentabilidade também é foco, com o PlanClima visando neutralidade de carbono até 2050, alinhando mobilidade e responsabilidade ambiental.
Financiamento estável e investimentos garantem futuro promissor
Curitiba é a única região metropolitana do estudo a alcançar modelo ideal de financiamento, graças ao Fundo de Urbanização de Curitiba (FUC), que assegura recomposição automática de recursos. Enquanto isso, investimentos recentes como a implantação do Ligeirão Norte/Sul já reduziram em 15 minutos o tempo entre terminais importantes. O futuro Ligeirão Leste/Oeste promete cortar mais 23 minutos de percurso.
Desafios nacionais e expectativa de queda dos tempos médios
O levantamento do BNDES abrange 187 projetos em 21 regiões metropolitanas, com necessidade estimada superior a R$ 400 bilhões para modernizar a infraestrutura de mobilidade urbana no Brasil. Curitiba figura entre as poucas cidades que lideram pelo exemplo, enquanto o país projeta reduzir o tempo médio de viagem dos atuais 62,42 minutos para 56,06 até 2054, com ganhos em acessibilidade, integração, segurança e tarifas.
Em meio a desafios nacionais de mobilidade, Curitiba combina planejamento, investimentos e sustentabilidade para manter posição de destaque e pressionar por avanços que impactam diretamente a qualidade de vida dos seus cidadãos.
Fonte: xvcuritiba.com.br








