Tribunal do Júri pune com rigor motorista que assumiu risco e causou morte em alta velocidade

Motorista que dirigia BMW a 181 km/h em trecho com limite de 70 km/h é condenado a 21 anos e 10 meses por homicídio qualificado após morte de advogado em Curitiba.
O Tribunal do Júri de Curitiba confirmou a sentença exemplar contra o homem de 30 anos que, dirigindo uma BMW a 181 km/h — velocidade quase três vezes superior ao limite de 70 km/h da Avenida Comendador Franco — causou a morte de um advogado de 35 anos. A condenação a 21 anos e 10 meses de prisão em regime fechado foi resultado do reconhecimento do dolo eventual, ou seja, o motorista conscientemente assumiu o risco de provocar a tragédia.
O acidente ocorreu em 13 de agosto de 2024, quando o veículo de alta potência e alta velocidade atingiu violentamente a traseira do Honda Civic da vítima. A colisão instantânea provocou um incêndio que consumiu ambos os carros, deixando o advogado gravemente queimado e sem escapatória. Após aproximadamente um mês de internação, ele não resistiu aos ferimentos.
O Ministério Público do Paraná destacou durante o julgamento que o réu estava com o direito de dirigir suspenso, o que agrava ainda mais a irresponsabilidade ao volante. O Conselho de Sentença também reconheceu qualificadoras importantes: o uso de meio que colocou em perigo comum diversas pessoas na avenida movimentada e o emprego de recurso que impossibilitou qualquer defesa da vítima, dada a velocidade e forma brutal da batida.
O caso expõe, mais uma vez, o desgaste da segurança no trânsito urbano e a necessidade urgente de punições severas para quem despreza regras básicas e coloca vidas em risco. A justiça agiu com firmeza, mantendo o réu preso preventivamente e agora iniciando o cumprimento da pesada pena. Um recado claro contra a imprudência e a impunidade no trânsito curitibano.
Fonte: xvcuritiba.com.br








