Mike Pompeo revela que tarifas americanas visam proteger indústria dos EUA, não estratégia política

Em São Paulo, ex-secretário de Trump Mike Pompeo afirmou que as tarifas dos EUA sobre o Brasil são motivadas exclusivamente por interesses comerciais, negando qualquer estratégia política por trás das medidas.
Em São Paulo, o ex-secretário de Estado dos Estados Unidos Mike Pompeo, que também comandou a CIA e a diplomacia americana no governo Trump, fez uma declaração clara sobre as tarifas impostas pelos EUA ao Brasil. Segundo Pompeo, as medidas são motivadas exclusivamente por interesses comerciais e não por uma estratégia política. Durante o evento Expert XP 2026, ele destacou que o governo Trump busca proteger a indústria americana, impedindo práticas como o dumping e a triangulação de produtos que prejudicam os EUA.
Pompeo explicou que o presidente Donald Trump e seu representante de Comércio, Jamieson Greer, estão determinados a garantir que a indústria americana prospere, citando exemplos de produtos chineses que entram nos EUA por meio de países terceiros para burlar tarifas.
“Os países estão, francamente, roubando o que é nosso e despejando de volta aqui”, afirmou, ressaltando que as tarifas são usadas para bloquear essas manobras comerciais. Ainda assim, Pompeo deixou claro seu posicionamento de que as tarifas devem ser vistas como ferramentas temporárias de negociação, não como política permanente. Ele defende a competição justa, com tarifa zero, entre os produtores mais eficientes.
Esta declaração ocorre após o governo americano impor uma tarifa de 25% sobre a maior parte dos produtos brasileiros, medida que começou a vigorar recentemente. A ação foi baseada na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, após a Suprema Corte americana invalidar outra base legal usada anteriormente. Além disso, os EUA aplicaram uma taxa adicional de 12,5% alegando falhas do Brasil no combate ao trabalho forçado, medida que também atingiu dezenas de outras economias.
Pompeo, portanto, confirma que as tarifas são um instrumento de pressão comercial para equilibrar relações, sem buscar justificar motivações políticas, mas reconhece que a medida gera desgaste e tensões entre os países, abrindo espaço para negociações futuras que possam reduzir essas barreiras.








