Ex-secretário dos EUA critica acordo nuclear que permitiu Irã ampliar influência e programa bélico

Mike Pompeo denuncia que acordo nuclear de Obama abriu caminho para Irã ampliar programa militar e influência regional, afirmando que só pressão firme freia o regime.
Pompeo denuncia erro estratégico do acordo de Obama
O ex-secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disparou contra o acordo nuclear fechado durante o governo Barack Obama, classificado por ele como uma concessão que deixou o Irã livre para fortalecer seu programa militar e aumentar sua influência na região. Em evento da Expert XP, Pompeo afirmou que o acordo permitiu a Teerã manter trajetória rumo à capacidade nuclear e desenvolver seu arsenal de mísseis, além de financiar grupos armados no Oriente Médio.
Pressão firme como única resposta eficaz
Pompeo defende uma política externa baseada na dissuasão e criticou a abordagem conciliadora da administração Obama, ressaltando que o regime iraniano só responde a custos elevados. Ele elogia a postura do governo Trump, que abandonou o acordo e restabeleceu sanções econômicas rigorosas, estratégia que visa aumentar o preço das ações iranianas para forçar recuos.
Irã busca desgaste político de aliados dos EUA
Segundo Pompeo, o Irã exerce pressão constante sobre países vizinhos e aliados americanos para enfraquecer a coalizão contra seu regime. Ataques e ameaças teriam o objetivo de provocar desgaste político e levar esses países a pedir a Washington um afrouxamento da pressão sobre Teerã, estratégia que o ex-secretário classifica como um método claro de manipulação geopolítica.
Avanços diplomáticos e rivalidade geopolítica
Pompeo destacou os Acordos de Abraão, que normalizaram relações entre Israel e países árabes, rompendo com a lógica de condicionar esse passo à resolução do conflito israelo-palestino. Ele também apontou a disputa com a China como mais ampla do que comércio, envolvendo influência política e ideológica, com o Partido Comunista Chinês tentando minar a confiança ocidental em suas instituições.
Defesa e dissuasão como pilares para o futuro
Avaliação sobre a invasão da Ucrânia levou governos europeus a reverem políticas de defesa, reconhecendo a importância da dissuasão para evitar conflitos. Pompeo concluiu que preservar valores democráticos e confiança nas instituições será crucial para os desafios geopolíticos vindouros, numa clara mensagem para que as democracias mantenham firmeza diante de regimes hostis.








