Pequim critica tentativa de difamação e alerta para retaliação após declarações do ex-presidente americano

China desmente acusações do ex-presidente Trump sobre interferência nas eleições americanas e alerta para possíveis retaliações diante de medidas restritivas contra jornalistas estrangeiros.
O Ministério das Relações Exteriores da China respondeu nesta sexta-feira (17) com veemência às acusações do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que voltou a afirmar, em 16 de junho, que Pequim interferiu nas eleições americanas de 2020 — uma acusação já desmentida por relatórios oficiais de inteligência dos EUA. O porta-voz Lin Jian classificou a acusação como uma tática deliberada para difamar a China, ressaltando que o país não tem interesse nem histórico de interferência nos assuntos eleitorais de outras nações.
China expõe contradições e cobra recuo de Washington
O representante chinês destacou ainda que tais alegações têm sido repetidamente consideradas infundadas, enquanto acusou os EUA, de forma irônica, de praticar vigilância global indiscriminada e interferência em assuntos internos de outras nações. Lin Jian exigiu que Washington pare imediatamente com a difamação contra a China e cesse de usar o país como tema político interno — um pedido que parece ignorar a escalada retórica dos últimos meses.
Retaliação diplomática e restrições a jornalistas
No mesmo contexto de tensão, o governo americano anunciou a redução significativa na duração dos vistos para jornalistas estrangeiros, limitando chineses a 90 dias e impondo teto de 240 dias para outras nacionalidades. A China qualificou a medida como violação direta dos acordos bilaterais sobre mídia firmados em 2021, exigindo a revogação das políticas discriminatórias e avisando que se reserva o direito de adotar contramedidas recíprocas.
Este episódio reforça o desgaste nas relações sino-americanas, com acusações políticas internas alimentando o conflito diplomático entre as duas potências globais, enquanto os bastidores indicam que o confronto deve se estender até a cúpula bilateral prevista para os próximos meses.








