Ex-deputado acusa STF de perseguição e alerta para controle total do Judiciário com presidente petista

Eduardo Bolsonaro afirma que não haverá eleições em 2030 se seu irmão Flávio perder para Lula. Ele acusa o STF de perseguição política, critica medida que proibiu Flávio de visitar Jair Bolsonaro e pede sanções internacionais contra Alexandre de Moraes.
Em tom de ameaça explícita ao regime democrático, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou que “não haverá eleição em 2030” caso seu irmão, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), não vença o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições presidenciais de outubro. A afirmação foi feita em sua rede social X, reforçando um discurso de desgaste institucional e acusação direta ao Supremo Tribunal Federal (STF).
STF e perseguição política
O estopim para a declaração foi a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, que proibiu Flávio Bolsonaro de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias. A medida decorre do descumprimento, por parte do ex-presidente, de medidas cautelares impostas pela Corte, incluindo a vedação do uso indireto das redes sociais. Moraes qualificou a atuação de Flávio como desvio de finalidade ao tentar burlar a proibição judicial.
Em resposta, Flávio Bolsonaro classificou a punição como “perseguição política” e acusa o STF de abandonar seu papel de árbitro institucional para atuar como adversário político do ex-presidente. Ele destaca o contraste com Lula, que mesmo preso manteve ampla comunicação e apoio político durante sua campanha.
Ameaças e sanções internacionais
Eduardo Bolsonaro elevou o confronto ao pedir que o governo dos Estados Unidos retome as sanções previstas na Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, revogadas em dezembro do ano anterior. Segundo ele, a proibição de comunicação entre pai e filho, com motivações políticas, compromete a legitimidade das eleições no Brasil perante países democráticos.
“Se em um país inteiro apenas um prisioneiro for proibido de se comunicar com seu filho, e candidato à presidência, por razões políticas, essa eleição não deveria ser reconhecida como democrática pelos países livres”, reforçou.
Conflito institucional e possível futuro político
O discurso de Eduardo Bolsonaro coloca em evidência uma escalada de tensão entre o bolsonarismo, o Judiciário e a esquerda representada por Lula. A acusação de que o regime atual está consolidado sob um controle total do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) evidencia um cenário de crise institucional e risco de instabilidade política nas próximas eleições.
O embate também ressalta a polarização extrema e a dificuldade de diálogo político, podendo impactar a credibilidade das eleições e a governabilidade futura no Brasil.









