Ministro do STF segue despachando inquéritos sensíveis enquanto Judiciário está em recesso

Mesmo com o recesso do Judiciário, André Mendonça segue ativo nos inquéritos do escândalo Master e fraudes no INSS, mantendo pressão sobre investigações críticas.
Mendonça desafia recesso e mantém ritmo no STF
O ministro André Mendonça não abre mão da articulação nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) durante o recesso judiciário, que começou nesta quinta-feira e se estende até o fim de julho. Enquanto a Corte trabalha em regime de plantão, restringindo julgamentos a casos urgentes, Mendonça segue despachando normalmente os inquéritos do escândalo Master e das fraudes ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), dois dos casos mais sensíveis da agenda judicial recente.
Estratégia de influência e pressão institucional
Essa postura, adotada por poucos ministros — como Moraes, Fachin, Gilmar Mendes e Dias Toffoli — evidencia o esforço para manter pressão sobre investigações que mexem com interesses políticos e institucionais. Mendonça, aliás, já encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) um pedido para apurar repasses financeiros do ex-banqueiro Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, que aborda a figura do ex-presidente Jair Bolsonaro, ampliando o impacto político das suas decisões durante o período de baixa atividade no Judiciário.
Revezamento no plantão e suspensão dos prazos
No recesso, cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao vice Alexandre de Moraes o revezamento para julgar processos urgentes. Enquanto Fachin cuida dos casos da primeira quinzena, Moraes assume a partir do dia 15. Entretanto, Mendonça, que não integra esse rodízio, escolheu permanecer ativo, contrariando a tendência de suspensão dos prazos processuais que costuma reduzir o ritmo das investigações.
Implicações políticas e judiciais
A decisão do ministro de manter a agenda aberta nas investigações estratégicas indica não apenas a importância dos casos, mas também uma manobra para evitar perda de tempo útil em uma disputa que envolve poder, imagem pública e controle das narrativas políticas. Essa movimentação reforça o desgaste do Judiciário em temas que polarizam a opinião pública e acirram o embate entre diferentes forças políticas no País.









