Operação Unha e Carne expõe vazamento de dados sigilosos que prejudicou combate ao crime

Polícia Federal avança na Operação Unha e Carne, mirando ex-presidente da Alerj Rodrigo Bacellar e outros envolvidos em esquema de vazamento de informações estratégicas que favoreciam o Comando Vermelho, comprometendo ações policiais.
PF expande ofensiva contra vazamentos ao Comando Vermelho
A Polícia Federal desencadeou a quinta fase da Operação Unha e Carne na manhã desta quinta-feira, mirando uma rede que repassava informações sigilosas sobre operações contra o Comando Vermelho (CV). Entre os 14 alvos estão o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, o contraventor Adilsinho e o pastor Márcio Poncio, este último ligado à indústria do cigarro, setor também associado a Adilsinho.
Vazamentos comprometiam combate ao crime organizado
As investigações indicam que o esquema permitia o vazamento de dados críticos que frustraram ações policiais, possibilitando a destruição ou ocultação de provas importantes contra o CV. Esse conluio beneficiava diretamente integrantes da facção, evidenciando uma rede de proteção que minava o Estado de Direito.
Histórico de prisões e envolvimento político
Rodrigo Bacellar já havia sido alvo nas fases anteriores da operação, acusado de repassar informações da Operação Zargun, que mirava o CV. Um dos principais beneficiados seria o ex-deputado Thiego Raimundo de Oliveira Santos, conhecido como TH Joias, apontado como articulador político da facção.
Em fases anteriores, a PF prendeu preventivamente o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, acusado de vazar dados sigilosos a Bacellar, que repassava a membros do crime organizado. Bacellar teve seu mandato cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e foi preso por ordem do ministro Alexandre de Moraes, reforçando os impactos políticos da operação.
Ampliação das investigações para fraudes em contratos públicos
Em maio, a quarta fase da operação apurou fraudes em contratos da Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro, com indícios de direcionamento para empresas ligadas à organização criminosa. Foram cumpridos mandados de prisão e busca e apreensão em diversas cidades, envolvendo desde reformas em escolas até serviços contratados irregularmente.
Operação expõe a infiltração do crime organizado no Estado
A Operação Unha e Carne não só denuncia o vazamento que prejudicou ações contra o Comando Vermelho, mas também revela como o crime organizado se infiltra em cargos públicos e segmentos estratégicos, comprometendo a segurança e a gestão pública no Rio de Janeiro. A continuidade das investigações promete desdobramentos que podem abalar ainda mais o sistema político local e suas conexões com o crime.









