Tempestade danificou dezenas de casas e deixou 200 desalojados na etnia Kaingang

Tempestade de granizo devastou áreas rurais de Turvo, atingindo comunidades Kaingang e causando desalojamento de 200 pessoas. Defesa Civil do Paraná enviou ajuda humanitária e avalia situação em outras cidades afetadas.
Defesa Civil do Paraná corre para atender vítimas do granizo em Turvo
Na última terça-feira (30), um caminhão baú da Defesa Civil Estadual partiu de Curitiba carregado com 100 colchões e 100 kits dormitório – incluindo lençol, travesseiro, fronha e cobertor – com destino à área rural de Turvo. A região recebeu uma tempestade com granizo na noite de domingo (28) que destruiu 76 residências da Tribo Marquinhos, da etnia Kaingang, e mais 12 casas na comunidade de Carriel.
Impacto e resposta emergencial
O fenômeno de apenas cinco minutos deixou cerca de 200 pessoas desalojadas, com 30 abrigadas temporariamente em uma escola estadual na aldeia. A Defesa Civil atua em conjunto com a prefeitura, prestando apoio técnico para restabelecer as condições básicas. Telhas para as coberturas das casas danificadas foram solicitadas e devem chegar nos próximos dias.
Alerta e monitoramento ampliados
Além de Turvo, outras oito cidades do Paraná sofreram com granizo desde o último sábado, incluindo Guarapuava, Cascavel e Ponta Grossa, com danos materiais, mas sem registros de desalojados. O coronel Ivan Fernandes, coordenador da Defesa Civil Estadual, ressalta o monitoramento contínuo e o deslocamento de núcleos regionais para suporte e avaliação das ocorrências.
Fenômeno típico do inverno com tendência de agravamento
O meteorologista Diulio Patrick, do Simepar, explica que o inverno é a segunda estação com maior chance de granizo, atrás apenas da primavera. A combinação de frentes frias com umidade da Amazônia tem causado tempestades severas e duradouras no Paraná, como as registradas recentemente.
Logística descentralizada para acelerar socorro
Desde 22 de junho, a Defesa Civil opera um centro logístico descentralizado em Realeza, no sudoeste do estado, para agilizar o envio de ajuda humanitária a municípios afetados por desastres naturais. Essa estratégia reduz a dependência do centro em Curitiba e promete respostas mais rápidas e eficazes a eventos como o de Turvo.
Fonte: parana.pr.gov.br









