Primeira-dama participa de encontro nacional do PT com lideranças católicas em busca de ampliar votos religiosos

A três meses da eleição, o PT mobiliza lideranças católicas em Brasília com Janja para reforçar a frente religiosa e ampliar a dianteira de Lula entre os fiéis, buscando consolidar votos cruciais para o pleito.
O Partido dos Trabalhadores aposta na força simbólica da primeira-dama Rosângela da Silva, conhecida como Janja, para fisgar a simpatia do eleitorado católico a três meses do pleito nacional. Nesta terça-feira, o PT promove em Brasília seu primeiro Encontro Nacional de Católicos e Católicas, reunindo lideranças religiosas de todo o país para reforçar o compromisso com o que definem como “bem comum, justiça social e defesa dos pobres”.
Com Lula na dianteira entre católicos, segundo Datafolha, o PT quer tirar proveito do momento para consolidar esse segmento religioso no tabuleiro eleitoral. O ex-presidente registra 53% das intenções de voto contra 40% do senador Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno.
A escolha de Brasília para o evento, sediado na própria central do PT, é estratégica. Além de Janja, o presidente nacional do partido, Edinho Silva, confirma presença, sinalizando a importância do encontro no calendário eleitoral da legenda.
Este movimento segue a mesma trilha do encontro realizado em junho voltado aos evangélicos, que resultou numa carta política e reforçou a tentativa do PT de se aproximar dos segmentos religiosos sem tocar em pautas delicadas como aborto e casamento gay, consideradas controvérsias dentro da coalizão. O coordenador nacional do setorial inter-religioso do PT, Gutierres Barbosa, afirmou que o foco prioritário é governar e respeitar as demandas religiosas, sem transformar temas polêmicos em bandeiras partidárias neste momento.
Ao evitar envolver questões de costumes, o PT tenta consolidar uma frente religiosa mais ampla e menos divisiva, que possa garantir votos essenciais para manter a liderança de Lula na corrida presidencial. A presença de Janja simboliza esta estratégia de aproximação e demonstra o esforço do partido para segurar a base católica e ampliar seu espectro eleitoral diante da polarização crescente.









