Tremor secundário de magnitude 4,6 atinge capital venezuelana em meio à crise e esforços internacionais de resgate

Após dois fortes terremotos que deixaram cerca de 1.500 mortos na Venezuela, uma réplica de magnitude 4,6 atingiu Caracas, alarmando moradores e intensificando os desafios dos esforços de resgate, que contam com apoio internacional.
Os moradores de Caracas foram despertados por uma réplica de terremoto de magnitude 4,6 na madrugada desta segunda-feira, um tremor que aumentou a apreensão num país já dilacerado por uma crise política e econômica profunda. O Serviço Geológico dos Estados Unidos confirmou que o epicentro do tremor secundário foi a 10 km de profundidade, no norte da capital venezuelana. Até o momento, não há relatos de danos, segundo o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, que usou as redes sociais para tranquilizar a população.
Enquanto isso, as equipes de resgate seguem em seu quarto dia ininterrupto de operações, concentrando-se especialmente no Estado de La Guaira — a região mais atingida pelos dois terremotos da última quarta-feira, que deixaram cerca de 1.500 mortos e centenas de prédios desabados. A situação permanece crítica, pois as buscas por sobreviventes continuam em ritmo intenso.
A Venezuela, sobrecarregada pelos desastres, recebeu apoio expressivo da comunidade internacional: 24 países enviaram mais de 500 toneladas de suprimentos, além de 2.700 profissionais de resgate e cerca de 86 equipes caninas para auxiliar nas operações.
Um dos episódios mais destacados foi o resgate de Aaron Levi, jovem de 21 anos que ficou preso sob os escombros por 106 horas. A operação, que durou 43 horas, mobilizou equipes da Venezuela, México e El Salvador, evidenciando a complexidade e a cooperação internacional necessárias diante da tragédia.
Este novo tremor em Caracas reforça a vulnerabilidade da região e a necessidade urgente de respostas rápidas e eficazes, num cenário marcado pela deterioração institucional e fragilidade das estruturas locais. A crise venezuelana segue exposta, com o desastre natural ampliando a pressão sobre um governo já desgastado e um povo à espera de respostas concretas.









