Presidente dos EUA critica ações israelenses e pressiona por mudança na estratégia contra milícia xiita

Em meio à cúpula do G7, Donald Trump detonou a atuação de Israel no Líbano contra o Hezbollah e surpreendentemente indicou que a Síria faria um trabalho melhor na guerra contra a milícia xiita.
Trump expõe fissuras na aliança com Israel durante o G7
No palco da cúpula do G7, em plena França, Donald Trump não só criticou duramente as ações militares de Israel contra o Hezbollah no Líbano como também lançou uma sugestão que reverberou como um choque diplomático: a Síria seria mais eficaz no combate contra a milícia xiita radical. Em discurso direto, Trump condenou o que chamou de operações israelenses desmedidas, que resultam em mortes e destruição de civis, e revelou seu descontentamento com a prolongada campanha, que para ele só prejudica as negociações com o Irã.
A ofensiva israelense sob fogo cerrado e o papel da Síria
Trump reclamou que Israel vem lutando contra o Hezbollah há muito tempo sem que o conflito se resolva, criticando a demolição indiscriminada de prédios residenciais onde podem haver civis inocentes. Ele afirmou que Tel-Aviv deveria “ter terminado o trabalho mais rápido”, pois a prolongação da guerra lança uma sombra negativa sobre o acordo nuclear que os EUA tentam firmar com o Irã.
O presidente americano afirmou ainda manter uma boa relação pessoal com o premiê israelense, mas não hesitou ao apontar que o presidente interino da Síria, Ahmed Sharaa, faria um trabalho melhor nessa guerra, indicando que a Síria deveria assumir a tarefa de conter o Hezbollah. Essa declaração, além de surpreendente, expõe uma tensão latente entre Washington e Tel-Aviv, que já vinham desgastadas por conta dos recentes bombardeios e divergências diplomáticas.
Bastidores da tensão e impactos geopolíticos
Israel não participou das negociações com o Irã e não esconde sua insatisfação com o acordo que Trump pretende formalizar em breve. Além disso, o primeiro-ministro Binyamin Netanyahu declarou que as tropas israelenses não vão deixar o sul do Líbano, contrariando as expectativas do Hezbollah, que recebeu garantias do Irã para que Israel se retire do território como condição para avançar nas negociações com os EUA.
Este cenário complexo mostra uma clara ruptura nas alianças tradicionais, com Trump adotando um tom crítico contra um aliado histórico, enquanto estimula o protagonismo de um regime que até pouco tempo era tratado como inimigo declarado. A estratégia americana revela pressões internas, riscos de isolamento e mudanças no tabuleiro geopolítico do Oriente Médio, que podem desestabilizar ainda mais a região e alterar as relações internacionais nos próximos meses.









