Pré-candidato à Presidência pretende usar prestígio para aprovar PEC e implementar cortes fiscais rigorosos

Flávio Bolsonaro projeta aprovação da PEC que acaba com a reeleição e defende cortes drásticos nas despesas públicas no início da transição.
Flávio Bolsonaro quer aprovar fim da reeleição logo na transição de governo
No dia 15 de junho de 2026, durante o evento Veja Fórum, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que, se eleito presidente, pretende aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) de sua autoria para acabar com a reeleição presidencial já na fase de transição de governo. A estratégia, segundo ele, é usar o prestígio que um presidente recém-eleito possui para impulsionar a aprovação da medida. Flávio ressaltou que a ausência de reeleição permite ao presidente governar com maior autonomia, sem a preocupação constante com o pleito seguinte.
Proposta de cortes automáticos visa controle rigoroso das despesas públicas
Além da PEC, Flávio Bolsonaro defende a criação de gatilhos automáticos para cortes drásticos nas despesas do governo caso a relação entre dívida pública e Produto Interno Bruto (PIB) ultrapasse um limite ainda não especificado. Essa medida busca garantir a responsabilidade fiscal e evitar o aumento descontrolado da dívida. Segundo o senador, sem esse mecanismo, o País não conseguirá estabilizar as contas e atrair investimentos.
Críticas à política econômica atual e legado fiscal do governo Lula
Flávio fez duras críticas à política econômica do atual governo federal, destacando que os gastos públicos excessivos e a alta carga tributária prejudicam o povo, especialmente os mais pobres. Ele afirmou que a inflação está impactando diretamente o poder de compra da população, com auxílios insuficientes para cobrir necessidades básicas. O senador também apontou que o legado deixado pelo presidente Lula será marcado por “desespero e dívidas”, e que será necessário um esforço conjunto para recuperar a credibilidade fiscal do Brasil.
Prioridade para reformas estruturais e redução da máquina pública
O pré-candidato enfatizou a importância de reformas estruturais, incluindo a redução drástica das despesas públicas e o enxugamento do número de ministérios, que atualmente soma 39. Para Flávio Bolsonaro, estas medidas são essenciais para evitar o aumento da carga tributária e garantir a sustentabilidade fiscal do País. Ele também defendeu a necessidade de um controle rigoroso das contas públicas para evitar que o Brasil entre em uma crise econômica mais profunda.
Expectativa de formação de equipe econômica comprometida
Questionado sobre o nome para a equipe econômica em um eventual governo, Flávio Bolsonaro não revelou nomes específicos, mas destacou elogios à ex-presidente da Caixa, Daniella Marques, presente no evento. Ele ressaltou a importância de contar com profissionais comprometidos com o controle fiscal e a recuperação econômica do Brasil.
O posicionamento do senador combina a defesa de mudanças estruturais com a intenção clara de utilizar o mandato para implementar suas propostas de forma rápida e efetiva, começando pela aprovação da PEC que elimina a reeleição presidencial, o que pode alterar profundamente a dinâmica política e eleitoral no país.










