Formandos da Universidade Paulista (UNIP), unidade de Aracaju, denunciam supostas práticas abusivas da instituição, incluindo a imposição de serviços para a colação de grau e a demora excessiva na emissão de diplomas. Alunos e familiares clamam por intervenção das autoridades competentes, como o Ministério Público de Sergipe (MPSE), o Procon e o Ministério da Educação (MEC), para apurar as denúncias e garantir seus direitos.
De acordo com os relatos, a UNIP estaria condicionando a participação de representantes da instituição e de professores na cerimônia de colação de grau à contratação de uma empresa específica indicada pela universidade. Os alunos afirmam que, mesmo sendo a empresa indicada, todos os custos da organização do evento seriam arcados por eles, configurando uma possível “venda casada”, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.
“A universidade, ao invés de cumprir seu dever legal de garantir o regular andamento da solenidade oficial, informou que não participará do evento e não enviará representante institucional, sob a justificativa de que os alunos não contrataram a empresa indicada pela própria UNIP para organizar a cerimônia”, diz a denúncia.
A situação se agrava com a informação de que a UNIP estaria retendo os diplomas dos formandos por um período mínimo de seis meses após a conclusão do curso. Essa demora, segundo os estudantes, impede o ingresso imediato no mercado de trabalho, causando prejuízos financeiros e profissionais significativos. A retenção dos diplomas é vista como uma afronta aos direitos dos alunos e uma barreira para o início de suas carreiras.
Diante das denúncias, a comunidade acadêmica espera que os órgãos competentes ajam com celeridade para investigar as práticas da UNIP em Aracaju. A expectativa é que a universidade seja responsabilizada caso as irregularidades sejam confirmadas, garantindo aos formandos o direito à colação de grau e à emissão de seus diplomas em tempo hábil. A reportagem tentou contato com a UNIP, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.
Fonte: http://infonet.com.br





