Trump coloca cartéis acima da Al Qaeda em nova estratégia antiterrorismo


Os Estados Unidos redefinem prioridades ao identificar cartéis de drogas como maior ameaça à segurança nacional

Trump coloca cartéis acima da Al Qaeda em nova estratégia antiterrorismo
Cartéis de drogas passam a ser foco principal da política de segurança dos EUA Foto: Brendan Smialowski/AFP/Getty Images/Fortune

Os EUA colocam cartéis de drogas acima da Al Qaeda em nova estratégia antiterrorismo, marcando mudança histórica na política de segurança.

A nova estratégia antiterrorismo EUA privilegia combate a cartéis de drogas

A estratégia antiterrorismo EUA assinada pela Casa Branca em 5 de fevereiro de 2026 redefine o foco da política de segurança nacional, colocando cartéis de drogas e gangues transnacionais à frente de ameaças tradicionais como Al Qaeda e Estado Islâmico. Sebastian Gorka, do Conselho de Segurança Nacional, destacou que o narcotráfico internacional, especialmente nas Américas, tornou-se prioridade absoluta para o governo. Essa mudança representa uma resposta direta ao aumento da violência e do impacto social do tráfico na região.

Cartéis de drogas superam grupos jihadistas na nova doutrina dos EUA

A nova doutrina divide as ameaças em três blocos principais: narcoterrorismo e facções transnacionais, terrorismo islamista e grupos extremistas domésticos. Estruturas criminosas ligadas ao tráfico internacional passam a ser vistas como ameaça comparável ou superior a organizações jihadistas, refletindo uma reavaliação estratégica das prioridades americanas. Autoridades apontam que, em um período recente, as mortes relacionadas a drogas superaram o número de militares americanos mortos em conflitos desde 1945, evidenciando o impacto humanitário e social da nova ameaça.

Impactos geopolíticos e diálogo entre EUA e Brasil

A reformulação acontece às vésperas da reunião entre o presidente Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva, em Washington, marcada para 7 de fevereiro de 2026. O avanço do narcotráfico e a atuação das facções latino-americanas devem estar no centro das discussões bilaterais. Essa agenda sinaliza uma aproximação na cooperação hemisférica para o combate ao crime organizado e reforça o papel dos Estados Unidos na segurança regional.

Ampliação das operações e endurecimento do discurso dos EUA

Desde o retorno de Trump à Casa Branca, houve intensificação das ações contra o tráfico de drogas, incluindo operações marítimas e ofensivas diplomáticas, como a justificativa para a tentativa de derrubada do governo de Nicolás Maduro na Venezuela. Essa postura mais dura e abrangente reflete a prioridade dada ao narcotráfico como ameaça direta à segurança nacional e à estabilidade hemisférica.

Extremismo doméstico e terrorismo islamista continuam como preocupações

Apesar do foco no narcoterrorismo, o combate ao jihadismo global permanece prioridade operacional, com ações específicas contra Al Qaeda e remanescentes do Estado Islâmico. Além disso, a nova estratégia amplia a definição de ameaça para incluir grupos extremistas domésticos, como anarquistas e movimentos antifascistas, apontados pelo governo americano como promotores de violência política, demonstrando uma abordagem multifacetada à segurança.

Essa reformulação da estratégia antiterrorismo dos EUA marca uma mudança de paradigma, refletindo a evolução das ameaças contemporâneas e a adaptação das políticas de segurança nacional a um cenário em transformação, sobretudo na América Latina.


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