Proposta de colaboração premiada encaminhada à Polícia Federal e à PGR detalha possíveis fraudes bilionárias e envolve políticos de diferentes espectros

Defesa de Daniel Vorcaro entrega proposta de delação premiada à PF e PGR, trazendo informações inéditas sobre o caso Master.
Proposta de delação do caso Master é entregue à PF e PGR
A proposta de delação do caso Master foi entregue pela defesa de Daniel Vorcaro à Polícia Federal e à Procuradoria-Geral da República em fevereiro de 2026. O material, que investiga supostas fraudes bilionárias no mercado financeiro, já começou a ser analisado pelas autoridades. Vorcaro aparece como principal personagem do inquérito, que envolve também o Banco Master e outras figuras ligadas ao setor financeiro.
Conteúdo e estrutura da proposta de delação premiada
O pen drive entregue contém anexos separados por personagens e episódios específicos, detalhando relatos de encontros, viagens, festas e reuniões com datas, cidades e horários precisos. Essa organização detalhada visa fornecer elementos inéditos e provas que possam sustentar os inquéritos em andamento. A metodologia adotada pela defesa busca agregar profundidade à investigação e facilitar a análise dos investigadores.
Análise preliminar e próximos passos da investigação
A primeira avaliação da proposta está a cargo da PF e da PGR, que verificarão se as informações apresentadas oferecem novidades para o caso. Essa triagem inicial pode durar mais de dois meses. Após essa etapa, a expectativa é que Vorcaro seja convocado para novos depoimentos, etapa fundamental para estruturar o eventual acordo formal de colaboração, que necessitará de homologação pelo Supremo Tribunal Federal.
Envolvimento político na delação e consequências para a esfera pública
A proposta inclui menções a políticos de diferentes espectros ideológicos, sendo a maioria ligada ao centro político. No entanto, os principais pré-candidatos à Presidência da República, como Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), não aparecem no material até o momento. Um ex-candidato inelegível também foi citado em um dos anexos, o que pode trazer implicações políticas relevantes. Essa exposição pode impactar o cenário político nacional e a percepção pública sobre o caso Master.
Contexto prisional e negociações para colaboração premiada
Desde março, Vorcaro negocia o acordo de colaboração, após sua transferência do presídio federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal. Essa mudança facilitou encontros frequentes com sua defesa e os investigadores. Preso preventivamente pela segunda vez, ele é apontado como um dos principais alvos da apuração sobre as supostas irregularidades financeiras. O cunhado dele, Fabiano Zettel, também está detido e segue preso, evidenciando a abrangência da investigação.
A proposta de delação do caso Master representa um importante avanço nas investigações sobre fraudes no mercado financeiro e pode influenciar significativamente as apurações em curso, trazendo à tona novas evidências e possíveis desdobramentos políticos e judiciais.










