Izalci Lucas confirma que bancada do PL rejeitará indicação do advogado-geral da União para Supremo
O líder da oposição Izalci Lucas declarou que a bancada do PL votará contra a aprovação de Jorge Messias ao STF.
Oposição confirma voto contra Messias no STF antes da sabatina
A bancada do PL, segundo o líder da oposição Izalci Lucas, anunciou que votará contra Jorge Messias para a vaga no Supremo Tribunal Federal. A decisão foi comunicada a dois dias da sabatina do advogado-geral da União na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), marcada para 29 de fevereiro de 2026. Izalci destacou que a atuação de Messias nos desdobramentos dos atos de 8 de Janeiro será um dos pontos principais de questionamento durante o processo.
Críticas políticas e antecedentes de Jorge Messias influenciam oposição
Izalci Lucas qualificou como “narrativa” política a classificação dos ataques às sedes dos Três Poderes como uma tentativa de golpe, o que reflete a agenda da oposição para barrar a indicação. Além disso, a trajetória política de Messias, incluindo menções em diálogos envolvendo Dilma Rousseff e Lula em 2016, reforça a resistência do grupo contrário ao nome indicado. A oposição também busca derrubar o veto presidencial sobre o projeto que altera a dosimetria das penas relacionadas aos eventos de 8 de Janeiro, ampliando o debate para uma pauta mais ampla no Congresso.
Panorama da votação na CCJ e plenário do Senado
A sabatina na CCJ revela um cenário apertado: Messias conta com 13 votos favoráveis declarados, um a menos do que o mínimo necessário para aprovação no colegiado com 27 membros. No plenário do Senado, o governo calcula possuir cerca de 45 votos, apenas quatro acima do mínimo de 41 necessários para confirmar a indicação. Essa margem estreita levou a uma intensificação das negociações governamentais para assegurar um colchão de pelo menos 50 votos, reduzindo riscos de dissidências e pressão oposicionista.
Impacto político da rejeição de Messias ao STF
A resistência do PL e de parte da oposição à indicação de Jorge Messias representa um desafio significativo ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, demonstrando a polarização em torno da composição do Supremo. A possível rejeição do candidato pode refletir tensões políticas mais amplas e afetar a relação entre os poderes, especialmente em questões sensíveis como a apuração dos atos de 8 de Janeiro.
Estratégias do governo para garantir aprovação no Senado
Diante do quadro delicado, o Palácio do Planalto tem adotado medidas para ampliar o apoio à indicação de Messias, realizando negociações com senadores de diferentes bancadas. O objetivo é atingir uma base sólida no plenário que garanta a aprovação, evitando eventuais surpresas e fortalecendo a estratégia de manutenção do equilíbrio institucional entre Executivo e Judiciário.
Fonte: www.infomoney.com.br










