Alexandre de Moraes autoriza prisão domiciliar para idosos presos pelo 8 de janeiro


Ministro do STF concede benefício a 18 idosos condenados pelos atos de 2023, estabelecendo medidas restritivas para cumprimento das penas em casa

Alexandre de Moraes autoriza prisão domiciliar para idosos presos pelo 8 de janeiro
Sede do Supremo Tribunal Federal após os ataques de 8 de janeiro de 2023. Foto: Logo CNN Política

Ministro Alexandre de Moraes autoriza prisão domiciliar para 18 idosos condenados pelo 8 de janeiro com medidas cautelares rigorosas.

Prisão domiciliar para idosos presos pelo 8 de janeiro: decisão de Alexandre de Moraes

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a prisão domiciliar para ao menos 18 idosos condenados pelos atos do 8 de janeiro de 2023. A decisão, publicada em 24 de abril de 2026, contempla pessoas entre 62 e 70 anos que cumpriam penas de 13 a 17 anos de prisão. Entre os beneficiados está Fátima de Tubarão, conhecida por sua participação na invasão da sede do STF, na Praça dos Três Poderes. A medida busca adequar a execução penal diante da idade avançada dos condenados, estabelecendo critérios rigorosos para o cumprimento das penas em casa.

Medidas cautelares para garantir cumprimento das prisões domiciliares

Para assegurar que os presos idosos cumpram as penas sem risco à ordem pública, Moraes determinou diversas restrições. Entre elas, o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a suspensão dos passaportes para impedir viagens ao exterior. Além disso, os beneficiados estão proibidos de utilizar redes sociais e de manter comunicação com outros envolvidos nos ataques do 8 de janeiro, a fim de evitar qualquer articulação criminosa. Visitas também foram limitadas, sendo permitidas apenas as realizadas por familiares próximos e advogados. Essas medidas refletem o esforço do STF para equilibrar direitos dos presos idosos e as garantias da justiça.

Contexto político e jurídico dos condenados pelo 8 de janeiro

O episódio do 8 de janeiro de 2023 consistiu na invasão e depredação das sedes dos Três Poderes em Brasília por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, em protesto contra a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Desde então, o STF iniciou um amplo processo judicial para responsabilizar os envolvidos, com mais de 800 condenações confirmadas, 14 absolvições e vários foragidos. O ministro Moraes, relator das ações penais, também condenou integrantes do alto comando militar, ex-ministros e o próprio Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, plano que incluía eliminar Lula da Silva. Até janeiro de 2026, apenas 19% dos condenados estavam efetivamente presos, com parte das penas convertidas em prestação de serviços à comunidade.

Repercussão e ligação com o veto presidencial ao PL da Dosimetria

A autorização para prisão domiciliar dos idosos ocorre pouco antes da sessão do Congresso Nacional que analisará o veto do presidente Lula ao Projeto de Lei da Dosimetria, que propõe redução das penas para os condenados pelo 8 de janeiro e por tentativa de golpe de Estado. O veto gerou debates intensos sobre o equilíbrio entre punição e direitos humanos no contexto dos processos relacionados ao episódio. A decisão de Moraes, ao estabelecer regras específicas para os presos idosos, demonstra a complexidade do enfrentamento judicial, conciliando sanções penais com garantias constitucionais.

Perfil e casos emblemáticos dos beneficiados pela prisão domiciliar

Entre os 18 idosos beneficiados, destaca-se Fátima de Tubarão, de 70 anos, condenada a 17 anos de prisão por integrar um grupo que invadiu o STF. Ela ganhou notoriedade após um vídeo em que proferia frases ofensivas durante a invasão. A medida de prisão domiciliar é justificada pela idade avançada e pelas condições de saúde, mas mantém o rigor das restrições para evitar riscos à ordem pública. O caso exemplifica os desafios do sistema penal brasileiro em lidar com condenados em idade avançada, especialmente em processos de grande repercussão política.

Fonte: www.cnnbrasil.com.br


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