Programa de Residência Técnica capacita especialistas para atuar em museus e centros de documentação nas universidades estaduais

Profissionais recém-formados iniciam atividades práticas em museus e centros de documentação do Paraná para aprimorar a gestão do patrimônio histórico e documental.
Programa de Residência Técnica inicia atuação prática em museus e centros de documentação no Paraná
O Programa de Residência Técnica (Restec) do Governo do Paraná deu início em 22 de fevereiro de 2026 às atividades práticas focadas na gestão do patrimônio histórico e documental nas universidades estaduais. Sob coordenação da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e com a participação de 35 residentes escolhidos por seleção, o programa integra teoria e prática em 11 museus e 10 centros de documentação, distribuídos em Curitiba e 12 outras cidades paranaenses. O professor José Miguel Arias Neto, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), destaca a importância dessa iniciativa para fortalecer a interface entre universidade e sociedade por meio da história pública e das políticas culturais.
Formação especializada com tecnologia e políticas culturais para patrimônio
O curso de especialização que acompanha a residência técnica é ofertado pela UEL na modalidade de ensino a distância, com uma carga horária total de 360 horas distribuídas em dez disciplinas. Os conteúdos abrangem temas fundamentais para a gestão do patrimônio, como conservação preventiva, museologia, gestão documental, história pública e educação patrimonial, além do uso de inteligência artificial aplicada a acervos digitais. O material didático é disponibilizado via plataforma virtual, combinando aulas síncronas, vídeos e textos de apoio, garantindo uma formação consistente e atualizada para os profissionais.
Impacto da residência na carreira dos profissionais recém-formados
Os residentes, provenientes de diversas áreas como arquitetura, arquivologia, biblioteconomia, história, museologia e pedagogia, têm a oportunidade de aplicar conhecimentos teóricos em contextos reais dentro das instituições culturais e acadêmicas do Estado. Abílio Alfredo Francisco, residente angolano em Ciência da Informação, ressalta que o programa representa uma ponte essencial entre a formação acadêmica e os desafios práticos da gestão da informação e da preservação da memória. Bruna Belter Zarpelão, historiadora atuando na Universidade Estadual de Ponta Grossa, reforça o valor da residência para desenvolver competências específicas em patrimônio e gestão de acervos, bem como para enriquecer seu currículo profissional.
Política pública consolidada para capacitação técnica no Paraná
O programa integra um conjunto de 11 residências técnicas existentes nas universidades estaduais do Paraná, abrangendo áreas como desenvolvimento rural, economia, gestão pública, inovação, saúde e turismo. Essas residências são reconhecidas oficialmente como política pública estadual, amparadas pela Lei nº 20.086/2019, que assegura a continuidade e o fortalecimento da qualificação profissional em setores estratégicos para o desenvolvimento regional e social. Essa política assegura a contratação de profissionais bolsistas para atuação em regime de dedicação integral durante dois anos.
Perspectivas para a valorização do patrimônio cultural e documental no Paraná
Ao capacitar profissionais para atuarem na preservação, organização e difusão do patrimônio histórico e documental, o Paraná investe na valorização de sua memória cultural e na promoção do acesso público a essa herança. A residência técnica alia inovação tecnológica, como o uso de inteligência artificial, a políticas culturais contemporâneas, criando um modelo de formação que pode servir de referência para outras regiões. O fortalecimento dessas competências contribui para o reconhecimento do patrimônio como elemento central para a identidade e o desenvolvimento sustentável do Estado.
Fonte: parana.pr.gov.br










