A movimentação de Cristina Graeml neste fim de semana ao se reunir com o governador Carlos Massa Ratinho Junior escancara, mais uma vez, como a política é dinâmica — e, muitas vezes, implacável com quem perde espaço.

Após ser praticamente escanteada por Sergio Moro nas articulações recentes, Graeml se viu sem abrigo político claro. Sem partido consolidado e fora do núcleo das decisões, restou a ela fazer o movimento que já era esperado nos bastidores: procurar Ratinho Junior, hoje o principal fiador das composições no Paraná.
Com a saída do governador da corrida presidencial, ele passou a concentrar ainda mais poder na montagem da chapa estadual — definindo não apenas o candidato ao governo, mas também as vagas de vice e ao Senado. É nesse tabuleiro que Cristina tenta se reposicionar.
Segundo informações de bastidores, Ratinho teria sinalizado com a possibilidade de uma vaga como vice em uma chapa competitiva. Ainda que nada esteja fechado, o gesto mostra que o governador mantém a estratégia de ampliar alianças e agregar nomes com visibilidade, especialmente aqueles que ficaram órfãos após rearranjos políticos recentes.
Para Graeml, o movimento é menos uma escolha e mais uma necessidade. Sem espaço no grupo de Moro, sua sobrevivência política passa, inevitavelmente, por se alinhar a quem hoje dita o ritmo no estado.
No fim das contas, trata-se de um encaixe previsível: de um lado, uma pré-candidata em busca de viabilidade; de outro, um governador que centraliza o jogo e distribui cartas. A política paranaense segue girando — e quem não acompanha, fica para trás.










