bancos centrais de brasil e eua definem juros em meio a tensão no oriente médio


decisões sobre a taxa selic e o federal reserve ocorrem nesta quarta enquanto conflito no irã influencia cenário econômico

bancos centrais de brasil e eua definem juros em meio a tensão no oriente médio
Reunião do Banco Central do Brasil em um momento de incertezas globais

Bancos centrais do Brasil e dos EUA decidem sobre juros nesta quarta, com guerra no Irã impactando expectativas econômicas globais.

Contexto das decisões dos bancos centrais de Brasil e EUA em 18 de fevereiro de 2026

Os bancos centrais de Brasil e Estados Unidos devem anunciar nesta quarta-feira (18) as decisões sobre as taxas de juros, em meio às incertezas provocadas pela guerra no Irã. O Banco Central do Brasil, responsável pela taxa Selic, atualmente em 15% ao ano, e o Federal Reserve (Fed), que mantém a taxa referencial americana entre 3,5% e 3,75%, enfrentam um cenário de volatilidade global e pressões inflacionárias.

A intensificação do conflito no Oriente Médio tem elevado os preços do petróleo acima de US$ 100 desde o dia 12, o que pressiona os índices de inflação e influencia diretamente as decisões das autoridades monetárias. Caio Megale, economista-chefe da XP, destaca que os dados recentes agravaram as perspectivas inflacionárias no Brasil, o que pode levar o Comitê de Política Monetária (Copom) a adotar uma postura mais cautelosa.

Perspectivas e divergências no mercado financeiro sobre a Selic

O mercado financeiro demonstra divisão quanto ao movimento que o Copom adotará nesta reunião. Uma pesquisa da Bloomberg com 30 analistas indica que 19 preveem um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, enquanto dez apostam em uma redução maior, de 0,5 ponto. Apenas um analista acredita na manutenção da taxa em 15%. Antes da escalada do conflito no Irã, a expectativa predominante era de uma queda de 0,5 ponto percentual.

Essa incerteza reflete o impacto das tensões geopolíticas nas decisões monetárias, especialmente num momento em que o Banco Central brasileiro busca equilibrar a inflação e estimular a atividade econômica. A cautela demonstrada pela XP em suas projeções evidencia como o cenário externo pode interferir na política econômica doméstica.

Intervenção do Tesouro Nacional no mercado de títulos como fator de estabilidade

Na mesma semana da decisão do Copom, o Tesouro Nacional realizou a maior intervenção no mercado de títulos públicos em mais de uma década, com leilões que somaram R$ 43,6 bilhões em apenas dois dias. Essa atuação visa conter a volatilidade no mercado de juros, que serve de referência para as expectativas sobre o futuro da taxa Selic.

É pouco comum que o Tesouro atue dessa forma em semanas de decisões de juros, pois tal intervenção pode ser interpretada como uma tentativa de influenciar o mercado, reduzindo pressões sobre as taxas. Essa movimentação sinaliza o esforço do governo para moderar oscilações e facilitar um ambiente mais estável para as decisões do Banco Central.

Expectativas para a política monetária do Federal Reserve e influência internacional

O Federal Reserve, sob a liderança de Jerome Powell, deve manter as taxas de juros no atual patamar entre 3,5% e 3,75% nesta reunião. A ferramenta FedWatch indica uma probabilidade de 99,2% para essa decisão. Enquanto isso, o presidente Donald Trump pressiona por uma política monetária mais agressiva, e Kevin Warsh, indicado para assumir o comando do Fed em meados de maio, aguarda sabatina no Senado.

A estabilidade das taxas nos EUA até julho é vista como uma forma de conter impactos negativos decorrentes da instabilidade internacional, especialmente provocada pelo conflito na região do Irã. Essa postura influencia diretamente os mercados globais, incluindo o brasileiro.

Impactos da guerra no Irã sobre a economia global e decisões dos bancos centrais

A escalada do conflito no Oriente Médio representa um risco significativo para a economia mundial devido à alta dos preços do petróleo e à pressão inflacionária decorrente. Com o barril cotado acima de US$ 100, países importadores enfrentam aumento nos custos energéticos, afetando desde produção até consumo.

Esse cenário complica a atuação dos bancos centrais que precisam equilibrar o controle da inflação sem sufocar o crescimento econômico. A tensão geopolítica adiciona um elemento de incerteza que pode prolongar a manutenção de juros elevados ou forçar ajustes mais cautelosos nas próximas reuniões.

Esses fatores reforçam a complexidade das decisões a serem anunciadas nesta quarta-feira, que terão impacto direto na condução da política econômica e estabilidade financeira tanto no Brasil quanto internacionalmente.

Fonte: www1.folha.uol.com.br


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