Prefeitura de Belo Horizonte implementa escola temporária para filhos de trabalhadores do Carnaval


Projeto-piloto busca apoiar catadores e ambulantes com espaço seguro para crianças durante o Carnaval, mas adesão inicial é baixa

Prefeitura de Belo Horizonte implementa escola temporária para filhos de trabalhadores do Carnaval
Escola temporária oferece atendimento a filhos de trabalhadores durante o Carnaval em Belo Horizonte

Prefeitura de Belo Horizonte abre escola temporária para filhos de ambulantes e catadores no Carnaval, mas procura inicial é menor que a esperada.

Confira a programação e funcionamento da escola temporária para filhos de trabalhadores do Carnaval

A prefeitura de Belo Horizonte implementou uma escola temporária para os filhos de trabalhadores ambulantes e catadores durante o Carnaval, que ocorre entre sábado (14) e terça-feira (17). O programa oferece 150 vagas para crianças de 4 a 11 anos, cujos pais estejam inscritos no CadÚnico e tenham renda mensal de até um salário mínimo. O funcionamento será das 9h às 18h na região de Lourdes, bairro centro-sul da cidade.

Dias: Sábado (14) a terça-feira (17)
Local: Bairro Lourdes, região centro-sul de Belo Horizonte
Horário: 9h às 18h
Vagas: 150 para crianças de 4 a 11 anos

  • Público-alvo: Filhos de catadores e ambulantes inscritos no CadÚnico com renda até 1 salário mínimo

Contexto e motivação para a escola temporária no Carnaval de Belo Horizonte

A criação da escola para filhos de trabalhadores do Carnaval surge como um projeto-piloto após demanda dos próprios catadores e ambulantes, que relataram dificuldades para conciliar trabalho e cuidado infantil durante o evento. Segundo Paulo Cesar Azevedo de Almeida, coordenador estratégico de tutela coletiva da Defensoria Pública de Minas Gerais, a iniciativa busca enfrentar um “viés de gênero” onde mulheres precisam escolher entre trabalhar ou cuidar dos filhos, afetando a renda familiar. O projeto foi inspirado em modelos de outras cidades brasileiras como Salvador e Recife.

Desafios na adesão e fatores que influenciam a baixa procura pela escola temporária

Apesar da oferta de vagas, até a data limite das inscrições apenas 57 crianças foram matriculadas, abaixo da expectativa municipal. Juliana Gonçalves, coordenadora da associação de catadores ReciclaBelô, aponta que a faixa etária estipulada e o local central da escola foram obstáculos para maior participação. Muitas famílias possuem filhos fora da faixa de 4 a 11 anos, o que inviabiliza a adesão parcial. Além disso, o deslocamento até o bairro Lourdes, distante da região de trabalho de muitos catadores, dificulta o acesso.

Estrutura e atividades oferecidas na escola durante o Carnaval

O espaço temporário contará com 20 monitores que receberão remuneração de R$ 200 por dia para desenvolver atividades recreativas, esportivas e de lazer às crianças durante os quatro dias de funcionamento. A subsecretária de gestão pedagógica da prefeitura, Arminda de Oliveira, destaca que o local foi escolhido por estar próximo aos principais blocos carnavalescos e que há planos para descentralizar o atendimento em eventos futuros, incluindo polos em outras regionais da cidade.

Perspectivas futuras e impacto social do projeto na cidade de Belo Horizonte

A prefeitura pretende replicar o modelo de escola temporária para filhos de trabalhadores em outros grandes eventos culturais, como a Virada Cultural e o Arraial de BH. A iniciativa pode representar um avanço na inclusão social e no apoio às famílias de trabalhadores informais, garantindo segurança e cuidado para crianças em períodos de alta demanda profissional dos pais. A expectativa é que, com ajustes na localização e critérios de faixa etária, a adesão cresça nos próximos anos, fortalecendo políticas públicas de cuidado infantil voltadas para trabalhadores urbanos.

Fonte: www1.folha.uol.com.br


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