Estimulação cognitiva potencializa memória e bem-estar em idosos

Programa da USP comprova que exercícios mentais regulares melhoram funções cognitivas e qualidade de vida na terceira idade

Estimulação cognitiva potencializa memória e bem-estar em idosos
Idosos participam de atividades cognitivas que aprimoram memória e bem-estar.

Estudo da USP revela que estimulação cognitiva regular melhora memória e reduz sintomas depressivos em idosos brasileiros.

Programa de estimulação cognitiva da USP demonstra benefícios em idosos brasileiros

O estudo da USP, realizado ao longo de 18 meses, evidenciou que a estimulação cognitiva pode melhorar a memória, fluência verbal e funções executivas em idosos brasileiros. A pesquisa, coordenada pela gerontóloga Thaís Bento Lima da Silva, mostrou que atividades mentais estruturadas e regulares são eficazes para minimizar o declínio cognitivo que frequentemente acompanha o envelhecimento. O programa envolveu exercícios variados que estimularam diversas áreas cerebrais, proporcionando ganhos significativos também na redução de sintomas depressivos.

Detalhes das atividades cognitivas e impacto na qualidade de vida

As atividades propostas incluíram exercícios de cálculo com ábaco, tarefas com papel e lápis para trabalhar memória e raciocínio, além de jogos de tabuleiro e dinâmicas de grupo que incentivam o planejamento e a interação social. Complementarmente, os participantes utilizavam uma plataforma online para reforçar o estímulo cognitivo em casa. Essa combinação de estratégias contribuiu para o aumento da fluência verbal fonêmica e da cognição global, além de promover avanços nas funções executivas, essenciais para o cotidiano dos idosos.

Testemunhos que confirmam os efeitos positivos da estimulação cognitiva

Participantes como Maria Andrea Nogueira, de 72 anos, relataram melhorias práticas no dia a dia, como maior atenção, articulação e memória afiada. A convivência social durante as sessões também foi destacada como um fator importante, reforçando laços e criando um ambiente estimulante e agradável. Para muitos, o grupo de estimulação cognitiva representa uma oportunidade de crescimento pessoal e social, contribuindo para o bem-estar emocional.

Iniciativas similares em São Paulo ampliam alcance da estimulação cognitiva

Na capital paulista, a UBS Dona Mariquinha Sciáscia oferece um grupo de memória que reúne idosos para atividades semanais de estímulo cognitivo. Coordenadas pela fonoaudióloga Bianca Martins Castro, essas sessões são indicadas após avaliações multidimensionais, visando fortalecer habilidades cognitivas e garantir mais segurança nos afazeres diários. A interação social proporcionada pelo grupo é ressaltada como um componente fundamental dos benefícios percebidos.

Estimulação cognitiva como parte de um estilo de vida saudável para a longevidade

Especialistas em saúde mental destacam que a estimulação cognitiva deve ser integrada a um conjunto de hábitos saudáveis, incluindo atividade física regular, alimentação equilibrada e sono adequado. Conforme explica a médica Roberta França, a neuroplasticidade cerebral é ativada por desafios mentais variados, que vão além de simples jogos de memória, promovendo a reorganização neural e a manutenção das capacidades cognitivas na terceira idade.

A adoção contínua da estimulação cognitiva representa uma estratégia eficaz para prevenir o declínio mental e promover qualidade de vida, reafirmando seu papel nas políticas e práticas voltadas para um envelhecimento saudável e ativo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br