Programa CastraPet Paraná aumenta cirurgias para controlar zoonose que afeta felinos e humanos

O Paraná amplia vagas para castração de gatos visando conter a esporotricose, com mutirões e ações educativas no CastraPet Paraná.
Confira a programação completa do CastraPet Paraná em março
Para o mês de março, o programa CastraPet Paraná divulgou a agenda detalhada das ações de castração de gatos como parte do combate à esporotricose pelo Estado:
18/3 – Cidade Gaúcha e Sabáudia: início dos mutirões
19/3 – Rondon, Indianópolis e Iguaraçu: cirurgias programadas
20/3 – Mirador e Iguaraçu: continuidade das esterilizações
21/3 – Paraíso do Norte: atendimento aos tutores
22/3 – São Carlos do Ivaí: procedimentos realizados
25/3 – Cândido de Abreu: campanha intensificada
26/3 – Pitanga: mutirão especial
27/3 – Boa Ventura de São Roque: cirurgias gratuitas
30/3 – Campina do Simão: ações de conscientização
31/3 – Goioxim: encerramento do ciclo de março
Castração de gatos é ferramenta essencial para conter a esporotricose no Paraná
A ampliação das vagas para castração de gatos no Paraná começa a vigorar em março de 2026 com o propósito de enfrentar a esporotricose, uma zoonose que atinge a saúde pública e os animais. Esta iniciativa, liderada pelo programa CastraPet Paraná, reforça a importância do controle populacional felino para reduzir o risco de transmissão do fungo causador da doença.
A coordenadora técnica Girlene Jacob explica que a esporotricose se manifesta em gatos por meio de feridas difíceis de cicatrizar, geralmente na face e nas patas, e pode ser transmitida a humanos por arranhaduras e mordidas. Assim, o aumento das cirurgias de castração, que diminui comportamentos agressivos e reprodutivos que facilitam o contágio, é uma medida preventiva fundamental.
Integração entre municípios e organizações fortalece combate à zoonose
O CastraPet Paraná atua em parceria com prefeituras municipais, ONGs e protetores independentes para ampliar a oferta de cirurgias e promover a guarda responsável. Os tutores dos gatos recebem orientações sobre cuidados pré e pós-operatórios, além do microchip para identificação dos animais, contribuindo para o acompanhamento e bem-estar.
Desde o início do quinto ciclo do projeto, em novembro de 2025, mais de 6 mil gatos já foram castrados. A previsão é que o ciclo atual se estenda até julho, com acréscimo médio de 15% nas vagas, incluindo mutirões em diversas cidades como Marmeleiro, que terá 20 cirurgias extras em abril.
Impacto da castração no comportamento dos felinos e na saúde pública
A redução dos níveis hormonais decorrente da castração diminui significativamente as brigas entre gatos e a disputa por território, o que reduz as chances de transmissão do fungo causador da esporotricose. Everton Souza, diretor-presidente do Instituto Ambiental do Paraná (IAT), reforça que controlar a população felina e esses comportamentos impacta positivamente a saúde dos paranaenses.
Além disso, a posse responsável, que inclui evitar o acesso dos gatos às ruas, é uma estratégia essencial para impedir o contato com animais infectados e ambientes contaminados, complementando as ações de esterilização.
Sinais da esporotricose e cuidados necessários para prevenção e tratamento
Segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), os primeiros sintomas da esporotricose em humanos surgem como lesões na pele que lembram picadas de insetos, evoluindo para úlceras. Em casos mais graves, a doença pode afetar pulmões, causando tosse, falta de ar e febre, e também articulações, provocando dor e inchaço.
O tratamento é prolongado, podendo durar de três meses a um ano, e deve ser acompanhado por profissionais de saúde. Para animais suspeitos, recomenda-se acionar a Vigilância em Saúde municipal e evitar contato direto. Animais domésticos apresentar sintomas devem ser levados ao veterinário imediatamente.
Investimento e ações complementares do CastraPet Paraná
O investimento do Governo do Estado na quinta etapa do programa chegou a R$ 19,8 milhões, mais que o dobro do ciclo anterior, com contrapartida municipal de cerca de R$ 1,8 milhão. Além da castração, o projeto promove vacinação antirrábica, distribuição de cartilhas educativas e instalação de placas informativas sobre maus-tratos e biodiversidade.
O programa também prevê ações educativas para crianças e adolescentes, reforçando a importância da tutela responsável e da consciência ambiental, qualificando os municípios parceiros e assegurando fiscalização rigorosa das atividades realizadas.
A soma dessas estratégias fortalece a prevenção da esporotricose e contribui para o controle da população animal, promovendo saúde pública e o bem-estar dos felinos no Paraná.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: SEDEST










