Ação conjunta em Assis Chateaubriand recupera diversas espécies mantidas sem autorização e sob condições precárias

Instituto Água e Terra e Polícia Civil do Paraná resgatam 42 aves em cativeiro irregular no Oeste do Estado.
Operação conjunta resgata 42 aves silvestres em Assis Chateaubriand
A operação para o resgate de aves silvestres em Assis Chateaubriand, no Oeste do Paraná, reforça o empenho no combate ao cativeiro irregular. A ação conjunta do Instituto Água e Terra (IAT) e da Polícia Civil do Paraná (PCPR) ocorreu na terça-feira (10) após uma denúncia que indicou a posse ilegal de 42 aves nativas, mantidas em condições precárias numa residência local. O proprietário não possuía as autorizações necessárias para manter os animais, violando a legislação ambiental vigente.
Espécies resgatadas e condições de captura
Entre as espécies recolhidas na operação estavam o tico-tico-rei (Coryphospingus cucullatus), o canário-da-terra (Sicalis flaveola), o chupim (Molothrus bonariensis), a asa-de-telha (Agelaioides badius), a pomba-asa-branca (Patagioenas picazuro), o sanhaço-papa-laranja (Rauenia bonariensis) e a caturrita (Myiopsitta monachus). Além das aves, foram apreendidas as gaiolas e arapucas empregadas para a captura ilegal dos animais, evidenciando um esquema de manutenção ilícita e exploração inadequada da fauna silvestre.
Processo de triagem e cuidados veterinários
Após o resgate, as aves passaram por uma triagem conduzida por técnicos especializados do IAT. Animais sem alterações clínicas foram imediatamente liberados para o retorno ao habitat natural. Já os que apresentaram algum comprometimento foram encaminhados para atendimento especializado em hospitais veterinários, onde receberam os cuidados necessários antes da reintrodução ou destinação apropriada. Esse procedimento é fundamental para garantir a integridade biológica e o bem-estar dos animais, além de preservar a biodiversidade local.
Impactos e implicações legais do resgate
O resgate das 42 aves silvestres demonstra a atuação rigorosa das autoridades ambientais e policiais no combate ao tráfico e ao cativeiro ilegal de fauna. O responsável pelo cativeiro pode ser penalizado com multas que alcançam até R$ 21 mil, reforçando o caráter punitivo das ações contra crimes ambientais. A iniciativa contribui para a conscientização sobre a importância da proteção das espécies nativas e do cumprimento das normas ambientais para a conservação da biodiversidade.
Como a população pode ajudar a combater crimes ambientais
O Instituto Água e Terra reforça a importância da participação cidadã no combate ao tráfico e maus-tratos contra a fauna silvestre. Ao identificar situações de animais feridos, em cativeiro irregular ou vítimas de maus-tratos, é fundamental que as denúncias sejam feitas por meio da Ouvidoria do IAT ou pelo Disque Denúncia 181. Informações claras e precisas sobre a localização e as circunstâncias ajudam as equipes a agirem com rapidez e eficiência, potencializando o sucesso nas operações de resgate e proteção.
Este resgate em Assis Chateaubriand evidencia o compromisso e a integração entre órgãos ambientais e policiais para a defesa da fauna silvestre do Paraná, garantindo que o resgate de aves silvestres siga protocolos éticos e legais para a preservação ambiental do estado.
Fonte: www.parana.pr.gov.br
Fonte: IAT Toledo










