Investigação aponta que Antônio Carlos Ubaldo Júnior intermediava propinas enquanto atuava na Assembleia Legislativa de São Paulo

Investigação revela que ex-assistente de deputado estadual teria intermediado propinas em suposto esquema na Polícia Civil de São Paulo.
Investigação revela suposto esquema na Polícia Civil de São Paulo envolvendo ex-assistente parlamentar
O suposto esquema na Polícia Civil de São Paulo ganhou nova dimensão após a prisão de Antônio Carlos Ubaldo Júnior em Araraquara, nesta sexta-feira, 6 de março de 2026. Ubaldo, que trabalhou como assistente do deputado estadual Rodrigo Moraes na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) entre abril de 2023 e junho de 2024, é apontado como um dos responsáveis pela intermediação de propinas a policiais civis.
O papel de Antônio Carlos Ubaldo Júnior como elo entre suspeitos e policiais
Segundo as investigações conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) em conjunto com a Polícia Federal, Ubaldo participou ativamente na articulação do esquema que teria começado em 2022. O objetivo seria o pagamento de agentes públicos para impedir a responsabilização de pessoas e empresas suspeitas de envolvimento em lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Além da intermediação financeira, foram identificadas tentativas de embaraço às investigações, incluindo destruição e substituição de provas, como a troca de um HD apreendido por outro vazio.
Impactos e desdobramentos do esquema no sistema de segurança pública
O suposto esquema representa um grave problema para a integridade das instituições policiais e para a confiança pública no sistema de segurança. A Secretaria de Segurança Pública do governo do estado afirmou que a Polícia Civil não compactua com desvios de conduta e que está realizando rigorosas apurações administrativas nas unidades envolvidas na Operação Bazaar. O caso também expõe possíveis fragilidades nos mecanismos internos de controle e fiscalização das ações policiais, evidenciando a necessidade de medidas para prevenir a corrupção institucional.
Relações políticas e movimentações financeiras suspeitas na Assembleia Legislativa
Durante o período em que Ubaldo atuou como assistente de Rodrigo Moraes, foram identificadas movimentações financeiras suspeitas que totalizam cerca de R$ 1,3 milhão, relacionadas a indícios de lavagem de dinheiro. Além disso, o gabinete do deputado abrigou outros investigados em diferentes esquemas de corrupção, ampliando o questionamento sobre as práticas internas e a responsabilidade política na supervisão dos funcionários comissionados.
Desafios e perspectivas para o avanço das investigações e transparência
O inquérito que investiga o suposto esquema permanece aberto há mais de cinco anos, refletindo as dificuldades enfrentadas pelas autoridades para concluir as apurações diante de interferências internas. A articulação para alterar o curso das investigações, demonstrada por diálogos e ações como a troca de evidências, aponta para a complexidade do combate à corrupção dentro das forças policiais. O reforço das corregedorias e a transparência nas ações são essenciais para restaurar a confiança da sociedade e garantir a responsabilização dos envolvidos.
Esta reportagem analítica detalha os fatos e contextos que cercam o suposto esquema na Polícia Civil de São Paulo, destacando a participação de Antônio Carlos Ubaldo Júnior, ex-assistente parlamentar, e as implicações para a segurança pública e a política estadual.
Fonte: www1.folha.uol.com.br
Fonte: Folhapress










