Análise dos 13 mil casos de quedas mostra necessidade de ações integradas para segurança dos idosos

São mais de 13 mil internações por queda de idosos no Paraná em 2025, revelando a urgência de estratégias para evitar acidentes e preservar autonomia.
Panorama das quedas de idosos no Paraná em 2025
A queda de idosos no Paraná em 2025 gerou 13.077 internações, sinalizando uma crise de saúde pública significativa que requer atenção urgente. Com mais de 2 milhões de pessoas acima de 60 anos no estado, a incidência maior entre as mulheres (8.021 casos) frente aos homens (5.056 casos) expõe uma vulnerabilidade que aumenta com a idade, especialmente na faixa dos 80 anos, responsável por metade dos episódios. O secretário de Estado da Saúde, Beto Preto, enfatiza que essas quedas não são meramente acidentes isolados, mas sim eventos evitáveis que comprometem autonomia e qualidade de vida.
Fatores de risco e consequências das quedas na população idosa
O processo de envelhecimento traz declínio funcional, como perda muscular e alterações no equilíbrio, agravado pelo uso de múltiplos medicamentos, que elevam o risco de queda. Ambientes domésticos inadequados, com iluminação precária, tapetes soltos e ausência de barras de apoio, contribuem para o aumento desses acidentes, que muitas vezes culminam em fraturas complexas. As consequências incluem internações prolongadas, necessidade de cirurgias rápidas para reduzir mortalidade e um impacto severo na independência do idoso.
Atendimento hospitalar e protocolos para pacientes idosos vítimas de queda
O Hospital do Trabalhador, em Curitiba, representa um centro de excelência para o tratamento dessas vítimas. Com protocolos específicos, o hospital busca realizar cirurgias em até 48 horas após o atendimento inicial, reduzindo complicações e mortalidade. A integração com o Centro Hospitalar de Reabilitação Ana Carolina Moura Xavier assegura fisioterapia contínua pós-operatória, fundamental para a recuperação funcional. O ortopedista Bruno Schuta Bodanese destaca que a agilidade no atendimento é decisiva para resultados positivos.
Osteoporose como fator agravante nas fraturas por queda
A osteoporose, doença caracterizada pela fragilidade óssea, é uma comorbidade frequente e subdiagnosticada que potencializa a gravidade das quedas. Estima-se que metade das mulheres e um quinto dos homens com mais de 50 anos sofrerão fraturas osteoporóticas, aumentando o risco de mortalidade e perda da autonomia. O diagnóstico precoce e tratamento medicamentoso disponíveis pelo SUS são essenciais para mitigar esses efeitos.
Estratégias multifatoriais na prevenção de quedas e promoção do envelhecimento saudável
A prevenção da queda de idosos no Paraná passa por medidas integradas, incluindo exercícios físicos regulares para fortalecimento, revisão periódica de medicamentos, dieta adequada com cálcio e exposição solar para vitamina D. Adaptar o ambiente doméstico com barras de apoio, iluminação adequada e remoção de obstáculos é fundamental para reduzir riscos. O projeto Envelhecer com Saúde do Paraná, apoiado pela Secretaria de Estado da Saúde e pela Universidade Federal do Paraná, oferece orientações e capacitação contínua para profissionais, cuidadores e familiares, reforçando a abordagem coletiva para um envelhecimento com dignidade e segurança.
Fonte: www.parana.pr.gov.br










