Rede estadual de São Paulo registra queda expressiva nas matrículas do ensino médio


Queda de 17% na rede estadual paulista supera em 2,5 vezes a média nacional, revela Censo Escolar 2025

Rede estadual de São Paulo registra queda expressiva nas matrículas do ensino médio
Escolas estaduais de São Paulo enfrentam redução significativa no número de alunos. Foto: Folhapress

A rede estadual de São Paulo sofreu uma queda de 17% nas matrículas do ensino médio em 2025, muito acima da média nacional.

Panorama da queda nas matrículas do ensino médio em São Paulo em 2025

A queda nas matrículas do ensino médio na rede estadual de São Paulo atingiu 17% em 2025, conforme aponta o Censo Escolar divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) em 26 de fevereiro de 2026. Esse recuo é 2,5 vezes maior que a média nacional de 6,62%, evidenciando um problema grave que afeta diretamente o acesso e a permanência dos estudantes na etapa final da educação básica. O governador do estado, Tarcísio de Freitas (Republicanos), está no centro das discussões sobre as causas e consequências desse fenômeno.

Análise das causas e impactos da evasão nas escolas estaduais paulistas

A perda de 256.939 matrículas na rede estadual paulista, que reduziu o número de estudantes de 1.514.428 para 1.257.489 em apenas um ano, sugere uma evasão ou abandono dos estudos, especialmente entre jovens de 15 a 20 anos. A ausência de dados mais detalhados sobre reprovação, aprovação e abandono impede uma análise completa, mas a queda expressiva dentro das faixas etárias mais tradicionais do ensino médio indica desafios socioeconômicos, estruturais e educacionais que precisam ser enfrentados.

Comparativo entre rede estadual e rede particular no cenário paulista

Enquanto a rede estadual paulista experimentou uma redução significativa nas matrículas, as escolas particulares do estado apresentaram crescimento de 2,46% no mesmo período, passando de 301.555 para 308.999 estudantes matriculados no ensino médio. Essa divergência pode indicar uma migração parcial dos alunos entre redes ou condições diferenciadas de acesso e permanência, levantando questões sobre a qualidade da oferta pública e suas políticas de retenção.

Queda nas matrículas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e seus reflexos

Outro ponto preocupante é a redução na matrícula da modalidade EJA na rede estadual paulista, que diminuiu 18,8%, de 101.632 para 82.530 alunos. Nacionalmente, o Brasil atingiu o menor número de matrículas em EJA desde 1996, com queda de quase 140 mil estudantes. Essa retração compromete o atendimento a jovens e adultos que buscam completar sua educação, refletindo problemas estruturais e falta de políticas eficazes para esse público.

Situação em outros estados e o panorama nacional do ensino médio

O Paraná, sob governo de Ratinho Júnior (PSD), teve a segunda maior queda nas matrículas do ensino médio, com 8,65%, seguido por Rio Grande do Sul, que apresentou redução de 6,99%. Apenas Goiás, Amapá e Distrito Federal registraram variações positivas, ainda que pequenas. A redução nas matrículas nas redes estaduais, responsáveis por 82% dos estudantes do ensino médio, levou a uma perda de quase meio milhão de alunos em 2025, o que compromete o desenvolvimento educacional e social do país.

Desafios e caminhos para reverter o quadro da educação no ensino médio

O cenário apontado pelo Censo Escolar reforça a urgência de ações públicas para conter a evasão escolar, aprimorar a qualidade do ensino e ampliar o acesso, especialmente entre grupos vulneráveis. Políticas de inclusão, reforço financeiro e pedagógico, além do apoio socioemocional aos estudantes, são caminhos necessários para reverter a tendência de queda nas matrículas e fortalecer o ensino médio brasileiro, especialmente nas redes estaduais mais impactadas como a de São Paulo.

Fonte: www1.folha.uol.com.br

Fonte: Folhapress


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